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domingo, 8 de julho de 2012

Lançar um livro - a evolução


A humanidade evoluiu muito em tecnologia no século 20, embora não tenha evoluído tanto assim em termos de civilidade e humanidade.

Para tomarmos consciência dessa evolução, vamos imaginar um autor de livro há 100 anos atrás. Ele tinha que escrever sua obra com papel e caneta. As canetas ainda eram caras, embora a ponta não fosse mais de rubi, como no século 19. Mas o pior é que a escrita em papel não segue a velocidade do pensamento.

Além disso, era preciso cuidar muito bem daquele calhamaço, pois ele era, como diz o ditado popular, "filho único de mãe viúva". Se fosse perdido, todo trabalho de meses - ou até anos - estaria perdido.

Mas o mais difícil não era escrever, era publicar. Era caríssimo publicar um livro, e as poucas editoras evitavam se arriscar com autores iniciantes. As tiragens eram limitadas e ler livros era um luxo para poucos.

Depois veio a caneta esferográfica e a máquina de escrever. Essas duas invenções tiveram um impacto enorme nos costumes. Muito mais pessoas passaram a escrever cartas, postais e livros.

Foi uma revolução. Mas a grande, gigantesca revolução veio com os computadores pessoais, os PCs. Agora era possível guardar cópias em disquete dos originais. Agora era possível escolher a fonte (tipo de letra) com a qual escrever o livro.

As ondas tecnológicas vieram mais rápidas depois do computador. Houve uma nova revolução, a internet. Surgiram os notebooks, netbooks, tablets, e-readers... ufa! Estamos bem supridos de tecnologia para escrever e publicar um livro.

Como a editora pode ajudar o autor

Publicar um livro envolve as seguintes etapas:

  1. revisão ortográfica e gramatical
  2. diagramação
  3. tratamento de imagens, se houver
  4. criação da capa
  5. registro na Biblioteca Nacional (em nome da Editora ou do autor)
  6. obtenção do código ISBN

A partir daí, caso se trate de livro em papel, é preciso escolher uma gráfica para imprimir ou, se for um livro digital (e-book) é preciso escolher a livraria ou portal que irá comercializá-lo. Sempre é bom lembrar que uma coisa não exclui a outra. É normal que os livros, atualmente, sejam publicados em papel e em formato digital.

Mesmo que o autor decida publicar seu livro de modo independente (sem o selo de uma editora), vale a pena utilizar os serviços que as editoras disponibilizam, justamente para executar as seis etapas descritas acima.

A vantagem de contratar uma editora está no fato de o autor contar com um serviço especializado, dando ao seu livro - mesmo um livro independente - um aspecto profissional que causa boa impressão no leitor.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Publicar um livro


Ao andarmos por uma grande livraria, podemos imaginar: quanto trabalho está encerrado nestas prateleiras e displays! Cada página de cada livro custou trabalho para ser escrita, revisada, re-revisada, diagramada, corrigida, conferida, impressa, costurada, transportada e disposta nos mostruários.

Nos dias de hoje, o custo de publicar um livro caiu muito. E aqui falamos de custo humano e custo em dinheiro. Para começar, o material original não é mais entregue - salvo raras exceções - em papel, e sim num pendrive. Trabalho a menos. No passado, os "originais", como eram chamados, tinham que ser passados para a fotocomposição. Ou, mais remotamente, pela linotipia. Tudo muito penoso. Os que publicavam livros naquela época eram poucos. Havia que se ter recursos financeiros, prestígio junto aos editores e talento.

O talento continua necessário hoje. Não é fácil se destacar no mar de livros que povoa as livrarias. Mas não é mais necessário tanto dinheiro assim. Mesmo que o autor queira publicar seu livro de maneira independente, isto é, sem o selo de uma editora, ele encontrará um caminho relativamente fácil. Neste caso, da produção independente, a editora será apenas uma prestadora de serviços, mas a obra será produção do autor. O papel da editora se resumirá a:

- Revisão gramatical e ortográfica - para que o livro fique com uma linguagem impecável;

- Diagramação - Um livro tem que proporcionar uma experiência agradável de leitura. Isso é conseguido através de uma diagramação adequada.

- Capa - Para um autor independente, a capa do livro é uma de suas principais divulgações, já que ele, muitas vezes, não conta com a mídia ou com verba publicitária.

- ISBN - Muitos autores não sabem que mesmo um livro independente pode (e deve) ter seu ISBN e seu código de barras, o que facilita muito a abertura de pontos de venda.

E, claro, a impressão, que é a finalização de todo esse processo.

Então, prezado leitor, se você é um autor e tem o sonho de publicar seu livro, aproveite o bom momento da economia para fazê-lo.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 2

Vender é uma questão de comunicação

Imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net
Vivemos num mundo que tem duas características básicas: é um mundo capitalista e é um mundo com bilhões de seres humanos.

O autor de livros é, em geral, um ser solitário. Vem-me à mente a imagem de uma pessoa (homem ou mulher) escrevendo na madrugada, com uma xícara de chá ao lado do computador, e, sentado no móvel ao lado, um gato com os olhos meio abertos, meio fechados.

Os autores sabem como escrever livros, mas quase nunca sabem como vendê-los. A exceção, como já foi dito aqui, fica por conta dos professores que escrevem livros para apoiar suas aulas. Ou do consultor de empresas que escreve uma obra para entregar aos executivos a quem presta serviço. Ou outros casos semelhantes.

Vender exige comunicação, divulgação, parceria. Seja a venda de um livro em papel ou de um eBook. Em se tratando de um livro em papel, os pré-requisito são:

- que o livro esteja escrito em bom português;
- uma capa bem feita e atraente;
- que seja um livro registrado na Biblioteca Nacional, com o número de ISBN e código de barras;
- que o preço seja acessível, mesmo reconhecendo-se que os custos do livro em papel são altos.

Mas esses são apenas os pré-requisitos. Eles não garantem nada. Tendo-os, é preciso batalhar. Se o livro está sendo vendido por uma editora, ela provavelmente já terá uma distribuidora, um site de vendas e, além disso, estará atenta aos editais do Ministério da Educação, que é o maior comprador de livros do Brasil, inclusive livros não-didáticos, mas que tenham seu valor para a evolução dos estudantes.

Para um autor ou uma pequena editora divulgar um livro, é preciso entrar nas redes sociais: Facebook, Orkut, Twitter, Lindedin, e outras. É preciso ter um site, blogs. É preciso ir a todo lugar com dois exemplares no bolso ou na bolsa, pois nunca se sabe quando se irá cruzar com alguma personalidade ou jornalista que pode ajudar a divulgação do trabalho.

Há também a opção de venda pelas grandes redes nacionais ou internacionais (Amazon, por exemplo). Essa associação pode ser muito interessante, pois o autor ou a editora entram com a obra e a grande rede entra com a comunicação. Proximamente abordaremos esse tipo de parceria produtiva.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 1


Site dessa imagem aqui

Daremos aqui, algumas orientações para publicar um livro digital, seja para autores, seja para editoras.

Na verdade, o eBook não é um livro em formato digital. Ele é outra coisa, muito maior. Uma nova forma de literatura, de arte, de expressão. Mas, vá lá, nestes primeiros tempos, os autores e editoras ainda tentam fazer com que ele se pareça com um livro, como mostra a imagem deste artigo.

O primeiro passo, obviamente, é escrever o livro, levando em conta o público-alvo, o tipo de linguagem que será utilizada e o potencial de vendas... Bem, cancelemos esses itens. O autor, em geral, não leva em conta nada disso. Ele simplesmente sente necessidade de se expressar, e escreve o livro. Cabe à editora, então, avaliar a qualidade do livro e sua viabilidade econômica.

O segundo passo do autor é tomar a decisão: publicar de maneira independente, "por conta própria", ou procurar uma editora. Detalhe: o autor pode utilizar os serviços de uma editora e, mesmo assim, publicar de maneira independente. É uma ótima alternativa. Vamos detalhar as três opções:

Na primeira, o autor não procura uma editora. Ele mesmo formata o livro e, caso seja um livro em papel, manda imprimir numa gráfica. Nestes casos, não costuma haver revisão ortográfica e gramatical, nem contratação de um capista profissional, nem diagramador. O livro também não recebe o código de barras, pois o autor não sabe que pode registrá-lo como pessoa física. Ao não ter o código, fica praticamente impossível vendê-lo em grandes lojas ou livrarias.

Quando o autor, mesmo com a intenção de publicar de modo independente sua obra, procura o auxílio técnico de uma editora, muitas coisas tendem a melhorar:

- o livro recebe o código de barras, pois a editora orienta o autor a registrá-lo, para que a obra tenha um número no ISBN (catálogo internacional de livros);

- a capa fica melhor, pois que desenhada por um profissional da área;

- a diagramação fica mais profissional, proporcionando uma experiência de leitura agradável.

- a qualidade de impressão fica melhor, pois a editora tem relacionamento com gráficas que trabalham com essa qualidade;

- a chance de o autor vender melhor seu livro aumenta, com as orientações da editora.

Claro que estamos supondo uma editora responsável e séria. Nem todas são. Há maus profissionais em todas as áreas, de motoristas de táxi a cirurgiões-dentistas. A área de editoras não é exceção.

A terceira opção, em que o autor decide publicar sua obra pela editora, tem todas as vantagens elencadas acima e mais algumas:

- a editora poderá vender seu livro em sites; poderá entregá-lo a uma distribuidora. Tudo isso amplia o volume de vendas;

- a editora poderá inscrever o livro em licitações públicas ou privadas. Isso abre a possibilidade de um volume de vendas muito grande;

- a editora poderá inscrever o livro em concursos literários e dividir o prêmio com o autor.

- o livro terá mais credibilidade, ao ostentar o logotipo de uma editora em sua capa e contracapa.
No próximo artigo, vamos falar de um assunto que interessa às editoras e aos autores: como vender um livro? Como fazer a tão necessária ponte de comunicação entre o livro e os leitores em potencial?



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Publicar um livro - o autor e as editoras

Imagem: photostock / FreeDigitalPhotos.net

No post anterior, demos algumas informações de como publicar o livro de maneira independente, sem a participação de uma editora. Como dissemos, pode ser uma boa opção se o autor tem onde vender sua obra (em papel ou em formato digital). Pode ser venda para seus alunos, para seus clientes, ou pelo seu site.

Porém, a (o) autora (autor) de livros é, às vezes, uma pessoa solitária. Não que não tenha amigos, mas são poucos. Nesse caso, quando se trata de uma obra ficcional, sem um público específico, fica impraticável publicar de forma independente. É preciso contar com a experiência de profissionais da área.

Mesmo no caso de obra direcionada, o autor só tem a ganhar se fizer parceria com uma editora. Ao invés de vender apenas para seus alunos ou clientes, o autor poderá vender também para o público em geral.

A editora cuidará de várias etapas da publicação do livro, que são:

- revisão ortográfica e gramatical - mesmo que o autor jure que o livro não tem erros, a editora os encontrará. Em média, as pessoas que escrevem bem cometem 10 erros por página.

- diagramação - para formato em papel e/ou digital. Uma boa diagramação é fundamental para que a leitura seja uma experiência agradável.

- arte da capa - é estratégica, pois a capa será, provavelmente, a única "propaganda" do livro.

- tratamento de imagens e criação de ilustrações, caso a obra necessite.

- registro na Biblioteca Nacional - só a partir daí o livro existe oficialmente.

- geração do código de barras - sem ele o livro estará interditado para venda em grandes redes.

- inscrição do livro em concursos literários e em editais públicos.

- venda do livro no site da editora, gerando direitos autorais para o autor.

Em geral, sempre que entramos numa empreitada em parceria com profissionais, temos sucesso. Para construir uma casa, chame um pedreiro. Para publicar um livro, chame uma editora.

Questiona-se esse papel quase exclusivo das editoras no caso dos eBooks. Realmente, empresas podem lançar eBooks sobre seus produtos, universidades lançam eBooks que serão usados por seus alunos. Porém, a editora é, por excelência, a empresa que, pelo menos em tese, está mais capacitada para atuar no mercado editorial. Se a obra é um livro ficcional, biográfico, filosófico, cabe a uma editora fazer com que ele se torne realidade.

Há também a possibilidade de o autor lançar sua obra de maneira independente mas, mesmo assim, recorrer aos serviços profissionais de uma editora. A proposta é, desta forma, desfrutar do melhor dos dois mundos: por um lado, uma publicação com qualidade profissional e, por outro, a liberdade do autor de comercializar essa publicação por si mesmo, auferindo, em tese, mais lucro.

O gargalo, tanto para as publicações em papel como no formato digital, está na distribuição. Não é fácil ser notado nesse mar de informação em que as pessoas navegam. E, para vender, é preciso ser notado. Para distribuir, é preciso ser notado pelas livrarias. E elas são fustigadas diuturnamente por representantes de pequenas, grandes e médias editoras. Só que as prateleiras (e os sites) têm espaço limitado. Os livros travam uma batalha subterrânea para chegar às estantes e poderem ser vistos pelos seres mais importantes do Universo dos livros: o leitor.

Sobre distribuição, falaremos mais em outros artigos.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quero publicar meu livro

Créditos da magem: dan / FreeDigitalPhotos.net
Muitos autores terminam seus livros e se sentem perdidos na hora de escolher uma editora ou, até mesmo, publicar de maneira independente seu trabalho.

A forma independente pode ser viável se, por exemplo, é um trabalho técnico de um professor que o distribuirá a seus alunos. Ou se o (a) autor(a) tem um site sobre o assunto específico tratado no livro e o comercializará através desse site.

Para comercializar o livro num site, o ideal é que se disponibilize um serviço de e-commerce, como o PayPal, por exemplo. Dessa forma, o pagamento poderá ser feito com cartão. A compra por cartão é feita por impulso. A compra que exige o pagamento de um boleto no banco acaba resultando em um enorme número de desistências, acima de 70%. Isso ocorre porque a pessoa perde aquele entusiasmo inicial no tempo entre a compra e o pagamento do boleto numa agência bancária.

Outros procedimentos importantes são registrar o livro na Biblioteca Nacional e obter o ISBN, o número identificador daquele livro. De preferência com o código de barras, para que o livro possa ser vendido em grandes livrarias. Além disso, o registro na Biblioteca Nacional previne os plágios. Um livro só existe, verdadeiramente, a partir do momento em que tem ISBN.

Outro fator importante para o sucesso de um livro é sua capa. Não tem que ser só uma capa de bom gosto. Ela tem que vender o livro, ser sua principal propaganda. Muitas capas premiadas em concursos são de livros que não venderam bem, mesmo sendo de obras com reconhecidas qualidades literárias. A capa "premiada", que agradou aos críticos, afugentou o público.

É preciso fazer uma revisão ortográfica e gramatical muito rigorosa. Mesmo assim, muitos erros acabarão passando. Mas que seja o mínimo possível, dentro de nossa falibilidade humana.

A diagramação é fundamental para que a leitura seja uma experiência agradável. A diagramação tem sutilezas que passam despercebidas, muitas vezes, ao autor, mas o leitor inevitavelmente sentirá o efeito dos erros e acertos da diagramação.

A outra opção, para o autor, é procurar uma editora, grande ou pequena. Falaremos sobre isso num próximo artigo.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A linha de montagem de um eBook

O eBook é um mundo novo. Aliás, o século 21 é um mundo novo, no qual a internet ganhou muita força, com os aparelhos portáteis que acessam a rede, tais como smartphones, netbooks e, claro, os tablets.

Se para o leitor, o eBook é uma agradável descoberta, para algumas editoras, é ainda um mistério a ser decifrado. Para outras, é uma mina de ouro.

As grandes e pequenas editoras estão, aos poucos, saindo do velho paradigma do livro em papel. Não que ele vá terminar de uma hora para outra. Mas é que agora o livro em papel não é mais a única possibilidade para um autor. Em breve deixará de ser uma alternativa vantajosa para os jovens autores, embora talvez continue sendo para os nomes consagrados.

O eBook permite uma drástica redução de custos, mesmo quando é produzido de maneira profissional. E, antes de abordar o tema deste post, a linha de montagem de um eBook, vejamos como seria a maneira não-profissional de produzir eBooks.

Uma dessas formas amadoras é quando o autor, ao invés de procurar ajuda de um profissional da área, resolve lançar um eBook por conta própria. Em geral ele dispensa a revisão ortográfica e gramatical. Escreve o texto no Word e o transforma em pdf no programa chamado PDF Creator, que é uma impressora virtual que, ao invés de imprimir em papel, faz uma cópia exata do arquivo em pdf.

Os problemas desse caminho são vários. Por exemplo, nesse programa não é possível criar links internos, ou seja, locais em que o leitor possa clicar para ir ao capítulo que deseja ler. A falta de revisão é um sério problema, pois todos nós cometemos erros de digitação, de concordância. A revisão é fundamental. Além disso, é preciso uma diagramação profissional, que torne a leitura agradável. Sem revisão, sem links, sem diagramação, o livro perde muito.

O caminho profissional deve contar com os seguintes passos:

1) o primeiro, obviamente, é a criação do livro. No nosso post anterior, damos algumas sugestões de como liberar sua criatividade num eBook. A criação de um bom livro pode durar até 5 anos ou mais. Ao longo de nossas lides profissionais na Editora Sucesso, vimos livros que demoraram 10 anos para serem lançados. Mas, se você tem o cérebro extremamente ágil, poderá escrever um livro em um ano.

2) em seguida, o trabalho precisa passar pela revisão ortográfica e gramatical. Dispensar essa etapa é um erro fatal, pois certamente o livro será lançado com erros. Em média, se o escritor tem um português impecável, encontra-se apenas 5 erros por página. Se o autor não é tão bom assim, esse número cresce.

3) depois vem a diagramação. Há muitas diferenças entre a diagramação para livro em papel e a diagramação para eBook. Em ambos os casos, a meta é tornar a leitura fluida e agradável. No caso do eBook, é possível colocar imagens coloridas, já que não há o custo da tinta e do papel. Na verdade, a diagramação do eBook é mais trabalhosa, pois envolve a colocação de links e a divisão de capítulos em sub-arquivos, entre outros procedimentos.

4) a fase seguinte é a comercialização. Sobre ela falaremos mais adiante neste espaço.

Detalhes importantes:

a) por uma questão legal, não se pode usar no eBook nenhuma fonte sobre a qual o autor ou a editora não tenham os direitos para uso comercial. As fontes que baixamos da internet nem sempre nos dão essa autorização para uso irrestrito. Então, na dúvida, é melhor usar as fontes tradicionais que já vêm com o sistema operacional.

b) o mesmo vale para figuras. Seja no livro em papel, seja no eBook, não se pode usar figuras que baixamos da internet. É preciso ter uma autorização por escrito do autor ou detentor dos direitos sobre as figuras, sejam elas fotos ou ilustrações.

c) é possível, claro, citar trechos de outros livros, desde que os autores desses outros trabalhos ou as editoras que os publicaram tenham autorizado essa citação. Isso pode ser verificado no próprio livro que se quer citar.

No livro em papel, sabe-se de casos de livros que burlaram uma ou mais das restrições acima, principalmente a restrição sobre fontes. Mas no livro digital o uso da fonte fica registrado no próprio arquivo do eBook. Por isso, é muito mais fácil de detectar o uso não autorizado.

Finalizando, gostaríamos de dizer que o eBook estimula bastante os autores a escrever, pois a redução dos custos torna muito mais viável o retorno financeiro para o autor e para a editora.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Para o eBook, o céu é o limite


O formato eBook é libertador. Ele permite que o conteúdo inclua texto, imagem, sons, vídeos. Imaginemos as possibilidades: o eBook pode ser a arte de todas as artes, unindo, numa mesma obra, o cinema, a pintura/gravura, o livro.

Vamos agora para o campo dos negócios: o eBook é a oportunidade de ouro para as pequenas editoras. Sendo um arquivo digital, o eBook não tem o custo pesado do trabalho gráfico, nem de armazenamento. Também não tem custo de despacho via correios. A entrega é imediata, via internet.

Sendo a entrega imediata, as compras por impulso tendem a aumentar, ainda mais sabendo-se que o preço de uma obra digital é uma fração do preço da mesma obra em papel.

É claro que isso tem um outro lado, não tão agradável: cadeias produtivas estão sendo rompidas. As gráficas, que sempre prestaram um excelente serviço às editoras, grandes ou pequenas, terão seu lucro bastante reduzido. Softwares que foram muito utilizados pelas editoras, como o InDesign, podem estar com seus dias contados, já que a criação do eBook, no formato epub, precisa de outras especificações de softwares.

Mas, retornando ao lado positivo dessa transformação, vamos agora voar mais alto: o eBook ficional permitirá que a mesma estória seja contada por vários personagens, cada um dando sua versão narrativa própria, deixando para o leitor tirar suas próprias conclusões. Isso rompe com a visão que nós temos do livro formal e do narrador onisciente, que é o próprio autor.

É verdade que há livros narrados por um personagem. Mas a mesma estória em várias versões, do ponto de vista de vários personagens, são muito raras no livro em papel, pois não são práticas. No eBook, ao contrário, com um simples clique o leitor decide qual versão da estória ele lerá. Podendo, depois, ler as outras versões. Não é fantástico? Detalhe: isso praticamente não altera os custos, já que não há papel e tinta envolvidos no processo.

Que as pequenas editoras pensem nisso. Agora é o momento da democratização do livro.

sábado, 1 de outubro de 2011

O novo Kindle e o iPad



A Amazon tem colocado mais pontos positivos no Kindle a cada nova safra. Estamos já na terceira edição do tablet dessa gigante do mercado editorial. Como o tempo passa! E pensar que algumas editoras ainda estão a pensar se entram ou não no promissor mercado de eBooks...

O Kindle está muito leve (240 g) e seu preço também está bem leve, U$ 140,00, o que dá cerca de R$ 260,00. Se compararmos com o preço do iPad, cerca de R$ 1700,00 percebemos que os produtos da Apple são para poucos, bem poucos mesmo. Nos dias de hoje, isso é um problema. A Europa e os EUA estão em crise. A renda dos estadunidenses, assim como dos europeus, caiu. Não é à toa que as vendas do cobiçado iPad se reduzem sistematicamente ano a ano. Cada vez mais ele é para poucos. Ao contrário, a venda do Kindle cresce consistentemente.

A Amazon, sempre de olho nas necessidades dos clientes, tem um aplicativo gratuito que permite a leitura dos livros comprados em sua loja em computadores, notebooks, smartphones, etc. Bem diferente da Apple. Para ler os livros comprados na loja da Apple fora do iPad é mais complicado. Há uma série de trâmites e truques para conseguir. Encontramos até mesmo vídeos na internet ensinando o processo todo. Êpa, mas será que o leitor está disposto a gastar tempo com isso? Tudo o que ele queria era ler o livro, raios! Ironicamente, num desses vídeos de ajuda, na área de comentários, um internauta reclamou: estou acessando sua página do meu iPhone (o smartphone da Apple) e não consigo ver o vídeo explicativo pois ele está em formato flash, que o iPhone não lê. 

Constata-se, portanto, que a Amazon deixa seu leitor mais livre. A Apple não. Embora os livros da Amazon estejam em um formato proprietário (tipo de arquivo específico da Amazon), que é o formato mobi, é possível lê-los em seu computador, netbook, etc, e não apenas no Kindle.

E o caminho inverso também é verdadeiro: você consegue, com programas gratuitos e bem simples, como o Calibre, converter livros que estejam em formato pdf, epub, html e outros para o formato mobi e, assim, lê-los no seu Kindle.

O ponto fraco

Mas agora, o outro lado da moeda: o ponto fraco do Kindle. Havíamos dito, em outro post do eBook Soluções, que o ponto forte do iPad - que é o fato dele ser caro, chic e sofisticado - era também seu ponto mais fraco. Este mesmo paradoxo, do ponto fraco e forte serem o mesmo, também ocorre com o Kindle. Estranho, não? Abaixo vamos entender melhor essa afirmação.

O Kindle utiliza a tecnologia conhecida como e-ink, ou seja, tinta digital. Sua tela tem duas características marcantes e inesperadas:

1) é em preto e branco;
2) não emite luz!

Ao não emitir luz, a tela do Kindle funciona como se fosse uma folha branca de papel: só é possível lê-lo se você tiver luz no ambiente. É muito, muito diferente de uma tela de LCD ou LED, com sua luz que pode cansar os olhos. Ler no Kindle é muito confortável. Além da vantagem de que mesmo um livro que tenha 1000 páginas pesará 240 gramas, o que é mais confortável ainda. E as letras ficam realmente nítidas.

A ausência de cor tem uma explicação simples: por enquanto, não há tecnologia para exibir cor numa tela de e-ink. Que sirva de consolo o fato de que é o e-ink que permite à Amazon manter um preço tão baixo para o Kindle.

Outra vantagem da tela de e-ink é que o leitor de livros em papel tende a gostar. Ele não sente que está lendo na tela de um computador. Até mesmo o abajur que ele usa para ler na cama é o mesmo que ele usa para ler livros em papel! Essa é uma enorme vantagem nos dias de hoje pois estamos numa fase de transição, do livro em papel para o livro digital (muito embora o livro em papel deva seguir existindo por décadas).

Mas então, onde está o tal ponto do Kindle, afinal? Trata-se da seguinte situação: o eBook está em franca ascensão, e muitos apostam que ele atrairá novos leitores, devido ao seu preço baixíssimo e à sedução dos tablets. Mas o eBook, como já dissemos aqui, não é um livro. Ele é um outro formato, riquíssimo de possibilidades. O comitê internacional que gerencia o formato universal do eBook (formato epub) já se prepara para incluir no eBook pequenos vídeos, sons. E atualmente o eBook já tem, claro, a possiblidade de incluir imagens coloridas em diversos formatos. É um novo universo que se abrirá. E o Kindle estará fora dele, pois a tela de tinta eletrônica (e-ink) não permite cor, e muito menos video.

Então a Amazon, a Apple, a Barnes & Noble (concorrente da Amazon) e todos os fabricantes de tablets estão diante do seguinte dilema filosófico:

1) fabricar um tablet que agrade ao leitor que já lia livros antes do advento dos tablets, ou
2) fabricar um tablet que agrade aos novos leitores, oriundos da era digital.

A tecnologia não permite, ainda, satisfazer aos dois públicos. Qual das opções você, leitor, adotaria?

A Amazon, por hora, escolheu a primeira opção. E está se dando bem. Aliás, muito bem. Mas a comparação é inevitável. Estamos na era das telas coloridas e a tela do Kindle é em preto e branco. Certamente os técnicos da Amazon estão dando tratos à bola para resolver a questão nos próximos anos.

Felizmente, as pequenas editoras não têm que fazer a escolha. Elas podem estar presentes nos dois mundos. Ou melhor, nos três mundos, se incluirmos o livro em papel. É possível lançar os títulos em papel, em formato mobi e em formato epub. Assim, o mesmo livro estará à venda nas livrarias,  no site da Amazon, e também em outros sites. A única restrição que a Amazon impõe às editoras que assinam contrato com ela é a de que o eBook não poderá ser vendido por preço mais baixo em outros sites. Uma restrição bem razoável e compreensível.


A Editora Sucesso, que mantém esta página, tem um serviço de criação de eBooks que deixa ao cliente (autor independente ou editora) a liberdade de escolher onde vender seu trabalho e lhe dá toda a assessoria sobre como fazê-lo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O rápido declínio do livro em papel


Para os que assistiram na tv, na década de 60, a série clássica Jornada nas Estrelas, os dias atuais são um verdadeiro filme de ficção científica transformado em realidade.

Basta lembrar dos famosos "comunicadores", largamente superados pelos nossos celulares e smartphones. Havia também as portas automáticas que, na época, nos parecia uma coisa impossível. Hoje, qualquer Shopping Center tem.

Um dos episódios se chamou "Corte Marcial". O capitão Kirk é acusado de matar um subordinado, o oficial de registros, tenente-comandante Ben Finney. Kirk vai a uma corte marcial e precisa provar sua inocência. Seu advogado, Samuel T. Cogley, é considerado um excêntrico, pois usa livros em papel.

Na cena em que o capitão se encontra com esse advogado, ele vê aqueles objetos sobre a mesa e pergunta algo como "o que são essas coisas?".

Na época, a cena pareceu bastante exótica. Mas o tempo dos livros em papel começa a acabar.

Agora os volumes em papel já têm um concorrente, o eBook. Na Amazon, por exemplo, o montante em dinheiro com vendas de eBooks já superou o de livros em papel. E lembremo-nos que os eBooks têm um preço unitário que é uma fração do preço do livro em papel. Ou seja, para que o eBook tenha ultrapassado o livro, a quantidade de eBooks vendidos teve que ser realmente muito, muito maior que o total de unidades vendidas de livros em papel.

Em agosto, durante um evento de tecnologia nos EUA, o cientista estadunidense Nicholas Negroponte decretou que o livro físico desaparecerá, como produto, em 5 anos. Ele ficará restrito a aficcionados, continuará a ser consumido em bolsões culturais. Mas como indústria, não será mais significativo.

Bem, é difícil prever o tempo que levará para o livro em papel deixar de ser relevante para a indústria. Mas uma coisa é certa: esse tempo chegará. Pode vir lentamente, como os CDs de música que, gradualmente foram tomando o lugar dos antigos LPs nas prateleiras das lojas de discos. Mas pode vir aceleradamente, como as câmeras fotográficas digitais substituíram as "antigas" câmeras com rolo de filme.

Essas recentes mudanças tecnológicas têm sido muito traumáticas para as cadeias produtivas associadas a elas.

O CD de música, que chegou tão mansamente, pedindo licença com toda a educação, foi destruído com fúria pela pirataria das músicas na internet. Gravadoras fecharam, estúdios faliram, músicos iniciantes tiveram suas carreiras cortadas.

Com o advento da foto digital, o pequeno comércio representado pelos laboratórios fotográficos foi violentamente abalado. Muitos faliram. Os fabricantes de filmes em rolo foram pegos de surpresa. Acabaram fechando o setor ou reduzindo drasticamente, mantendo apenas produção suficiente para atender à pequena demanda dos consumidores que ainda teimam em fotografar à moda antiga.

Aparentemente, com os livros, a subsituição do papel pelo formato digital será suave, pois muitos consumidores ainda gostam de sentir "o cheiro do livro". Meno male. Isso dará tempo às editoras para se adaptarem sem traumas ou abalos financeiros.

No entanto, aqueles editores que deixarem para amanhã ou depois de amanhã a entrada nesse novo mundo, acabarão por pegar um mercado já ocupado, terão que lutar mais duramente por um lugar ao sol.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Software da semana - Blend & Paint


Nesta semana abordaremos não propriamente um software, mas sim o uso de um software, o Blender, para criar ilustrações. Trata-se do DVD Blend & Paint, vendido na loja oficial do Blender.

Blender é um software opensource (código aberto) e, portanto gratuito, para modelagem e ambientação 3D (1). Ou seja, com ele é possível criar paisagens, personagens e fazer um filme ou tirar uma "foto" desses ambientes imaginários. Para o eBook, isso vale ouro, pois agora não há mais o limite orçamentário para que um livro tenha ilustrações coloridas (o eBook é um outro mundo, completamente diferente do mundo dos livros feitos com a fibra vegetal chamada papel).

Futuramente falaremos mais do Blender nesta seção do site-blog. Por hora, vamos colocar em foco o DVD que ensina, de maneira simples e informal, a produzir maravilhosas ilustrações usando o Blender.

O DVD Blend&Paint está em inglês (o idioma da internet) mas, felizmente, as instruções não estão em áudio, mas sim por escrito. Não deixa de ser um eBook, aliás, muito agradável. Imagine-se como as futuras gerações terão mais facilidade no aprendizado e irão muito mais longe nos seus conhecimentos tendo à mão esse tipo de recurso.

O autor do trabalho, David Revoy, foi diretor de arte do filme Sintel, um curta-metragem feito com o Blender (só com o Blender). Ele explica, no entanto, que as técnicas que ele ensina neste DVD não exigem que a pessoa seja um desenhista. Afinal de contas, o software fará o trabalho de definir os traços. Caberá ao ilustrador basear-se nesse "rascunho" para completar as imagens.

O DVD acaba nos ensinando, também, a trabalhar com o próprio software Blender, uma das mais poderosas ferramentas 3D disponíveis no mercado.

Aqui está um vídeo de apresentação do DVD. Esse vídeo é como que uma prévia do próprio DVD. Ao assisti-lo, você notará que o inglês utilizado é limpo e conciso, facilitando a vida de quem não tem tanta familiaridade com esse idioma.

As imagens são muito bonitas e, mais do que isso, são aconchegantes e carinhosas. Pode-se vislumbrar como um eBook (ou livro em papel) pode ficar mais atraente ao consumidor caso tenha imagens de qualidade como as mostradas...



Blend&Paint pode ser adquirido neste endereço.

(1) - Não confundir ambientação 3D com o efeito 3D do cinema, que exige o uso dos óculos especiais. Estamos falando de paisagens criadas no computador.

domingo, 25 de setembro de 2011

Como produzir um eBook de qualidade

Um eBook bem escrito, bem diagramado e bem revisado, se destaca na multidão.


Como este site-blog tem reafirmado, o advento do eBook está promovendo uma profunda transformação no mercado de livros.

Esta transformação é parte de um movimento maior que resulta da popularização dos computadores portáteis, sejam eles notebooks, netbooks, mas igualmente tablets e smartphones, os quais são também computadores, sem dúvida. Para os que (ainda) têm dúvidas sobre a classificação dos tablets e smartphones, basta lembrar que neles se pode navegar na internet, enviar e receber e-mails e acessar o Skype, Google Talk e MSN. Além de, claro, ler livros, muitos livros.

Um novo mercado se abre. Como ocupá-lo? Como produzir um bom eBook? Como comercializá-lo na rede?

Neste momento, o eBook ainda é considerado um livro digital. O próprio nome em inglês, eBook, significa livro eletrônico.É natural que seja assim agora, pois o ser humano, para classificar as coisas, sempre se baseia no que ele já conhece. Quando, no passado, algum moveleiro teve a ideia de fazer uma pequena mesa para colocar ao lado da cama, este móvel foi batizado de "criado-mudo", para que as pessoas conseguissem entender sua função e aceitá-la. O automóvel, em seus primórdios, causava muito medo nas pessoas. Por isso foi chamado de "carruagem sem cavalos", para que fosse gradualmente aceito.

Mas a mesinha ao lado da cama não é um criado. E o automóvel não é uma carruagem.Assim como o eBook não é um livro, dadas as amplas posibilidades que ele se nos oferece. Algumas delas:

- A mesma história pode ser contada do ponto de vista de vários personagens, e o leitor tem a opção de escolher um deles;

- O eBook pode conter links externos, que ajudem a ilustrar ou explicar melhor uma parte do texto;

- Em breve o formato epub, que está se tornando o formato universal para livros, permitirá a inclusão de sons e vídeos.

Junte-se a esses exemplos que, no eBook, é possível colocar ilustrações coloridas sem que o preço final se altere muito, já que se trata de um arquivo de computador.

Esses elementos enriquecem enormemeente o formato eBook, dando asas à imaginação do autor. E não estamos falando apenas de contos e livros ficcionais. Imagine-se as possibilidades de um livro didático, no sentido de torná-lo mais agradável, mais estimulante. Um eBook é uma forma nova de comunicação que alia as ferramentas do livro, da internet (os famosos links) da arte visual (fotos e imagens) e, em breve, do cinema, tv, rádio.

Se a internet é “a mídia de todas as mídias”, o eBook está, aos poucos, se tornando a essência dessa definição.

Com o crescimento do mercado do eBook, e consequente aumento da competição, os autores e editoras serão instados a usar TODOS os recursos que o formato eBook oferece, senão ficarão para trás na luta para conquistar o leitor.

Essa vocação do eBook para sintetizar todo o poder da comunicação digital encerra um grande poder. Uma ideia veiculada num meio de comunicação tão forte como um eBook, certamente se disseminará com rapidez e com pujança.

Mas para que o eBook tenha, de fato, essa potência, é preciso que ele apresente boa qualidade idiomática (revisão ortográfica e gramatical rigorosa) e qualidade na diagramação (que é diferente da diagramação de livro em papel), só para começar.

A premissa básca é que o livro agrade ao leitor. Nada substitui um bom conteúdo. Ao mesmo tempo, um livro bem escrito, mas que tenha uma apresentação sofrível, perde força,

Fato importante: no eBook o leitor navega, como se estivesse num site da internet.
O eBook tem que ser um arquivo navegável, isto é, o deslocamento pelas páginas e capítulos tem que ser facil, em poucos cliques. A leitura do eBook tem que ser agradável e lúdica.A boa navegabilidade depende, em grande parte, do formato do arquivo que contém o eBook.

Sobre formatos de arquivo para eBook

- O pdf é árido e cansativo, embora permita a inclusão de links, recurso que facilita, em parte, a navegação.Diversos manuais de softwares usam o formato pdf. Mas não recomendamos esse formato para eBooks.

- O formato flash (swf) é muito vistoso, com páginas virtuais que se dobram ao serem viradas, índice com links. Pode ser uma ótima alternativa. Mas tem sérios inconvenientes. Veja um exemplo de revista em flash aqui. Sobre o eBook em flash falaremos mais detalhadamente em outro post.

- O formato epub é o ideal. Permite boa navegação, boa diagramaçã. Além disso, é um formato aberto, isto é, não pertence a nenhuma empresa em particular. O formato epub é mantido e desenvolvido pela International Digital Publishing Forum (IDPF), um fórum internacional que inclui dezenas de membros, entre organizações sem fins lucrativos, editoras,  empresas de software e de hardware. Veja aqui a lista de membros participantes.

Continuaremos essa conversa sobre qualidade do eBook em outros posts, abordando mais especificamente diagramação e estética. E também, claro, falaremos sobre o comércio de eBooks, que é radicalmente diferente do comércio de livros em papel.