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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 1


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Daremos aqui, algumas orientações para publicar um livro digital, seja para autores, seja para editoras.

Na verdade, o eBook não é um livro em formato digital. Ele é outra coisa, muito maior. Uma nova forma de literatura, de arte, de expressão. Mas, vá lá, nestes primeiros tempos, os autores e editoras ainda tentam fazer com que ele se pareça com um livro, como mostra a imagem deste artigo.

O primeiro passo, obviamente, é escrever o livro, levando em conta o público-alvo, o tipo de linguagem que será utilizada e o potencial de vendas... Bem, cancelemos esses itens. O autor, em geral, não leva em conta nada disso. Ele simplesmente sente necessidade de se expressar, e escreve o livro. Cabe à editora, então, avaliar a qualidade do livro e sua viabilidade econômica.

O segundo passo do autor é tomar a decisão: publicar de maneira independente, "por conta própria", ou procurar uma editora. Detalhe: o autor pode utilizar os serviços de uma editora e, mesmo assim, publicar de maneira independente. É uma ótima alternativa. Vamos detalhar as três opções:

Na primeira, o autor não procura uma editora. Ele mesmo formata o livro e, caso seja um livro em papel, manda imprimir numa gráfica. Nestes casos, não costuma haver revisão ortográfica e gramatical, nem contratação de um capista profissional, nem diagramador. O livro também não recebe o código de barras, pois o autor não sabe que pode registrá-lo como pessoa física. Ao não ter o código, fica praticamente impossível vendê-lo em grandes lojas ou livrarias.

Quando o autor, mesmo com a intenção de publicar de modo independente sua obra, procura o auxílio técnico de uma editora, muitas coisas tendem a melhorar:

- o livro recebe o código de barras, pois a editora orienta o autor a registrá-lo, para que a obra tenha um número no ISBN (catálogo internacional de livros);

- a capa fica melhor, pois que desenhada por um profissional da área;

- a diagramação fica mais profissional, proporcionando uma experiência de leitura agradável.

- a qualidade de impressão fica melhor, pois a editora tem relacionamento com gráficas que trabalham com essa qualidade;

- a chance de o autor vender melhor seu livro aumenta, com as orientações da editora.

Claro que estamos supondo uma editora responsável e séria. Nem todas são. Há maus profissionais em todas as áreas, de motoristas de táxi a cirurgiões-dentistas. A área de editoras não é exceção.

A terceira opção, em que o autor decide publicar sua obra pela editora, tem todas as vantagens elencadas acima e mais algumas:

- a editora poderá vender seu livro em sites; poderá entregá-lo a uma distribuidora. Tudo isso amplia o volume de vendas;

- a editora poderá inscrever o livro em licitações públicas ou privadas. Isso abre a possibilidade de um volume de vendas muito grande;

- a editora poderá inscrever o livro em concursos literários e dividir o prêmio com o autor.

- o livro terá mais credibilidade, ao ostentar o logotipo de uma editora em sua capa e contracapa.
No próximo artigo, vamos falar de um assunto que interessa às editoras e aos autores: como vender um livro? Como fazer a tão necessária ponte de comunicação entre o livro e os leitores em potencial?



sábado, 3 de setembro de 2011

eBook e as pequenas editoras - parte 2

Os tablets virão como tsunami ou marolinha?

























Na primeira parte deste artigo, alertamos para a necessidade de que as pequenas editoras acelerem sua entrada no mundo dos eBooks. Pois bem, as notícias não param de chegar, indicando que é urgente uma tomada de decisão das editoras.

O Governo Federal lançou, esta semana, um programa de popularização de livros. O objetivo é tornar mais acessíveis e baratos livros impressos e em versões digitais (eBooks) e estimular toda a cadeia de produção de livros, passando por escritores e editores, e sobretudo pelos leitores. O projeto foi apresentado na tarde desta quinta-feira (1/9), na abertura da XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

Aliás, a XV Bienal pode ser chamada de Bienal de eBooks, tal é a quantidade de produtos eletrônicos e livros digitais oferecidos.

Anteriormente, um portaria do Governo reclassificou os tablets como computadores. Resultado: toda a isenção fiscal que abençoa a importação e comercialização de computadores se estendeu também aos tablets, permitindo uma grande redução de preços desses equipamentos. E faltam apenas 4 meses para o Natal...

Isso mostra que as editoras precisam ter uma política clara para o eBook. E elas tem que discutir essa política imediatamente. Deixar para depois pode significar que a editora ficará para trás num mercado extremamente aquecido como é o mercado de produtos digitais.

Um observador externo talvez fique com a seguinte dúvida: os tablets substituirão gradualmente os livros em papel (ao longo de décadas), como ocorreu com o CD substituindo o disco de vinil? Ou será como a tsunami que, em três anos, substituiu praticamente todas as máquinas fotográficas antigas por máquinas fotográficas digitais?

Seja qual for a resposta a essa pergunta, não há um minuto a perder. As editoras precisam entrar nesse mercado. Aliás, é uma enorme oportunidade para as pequenas editoras. Afinal, o eBook elimina vários custos do livro: impressão (deixa de existir), distribuição (passa a ser digital) e armazenamento (também digital). Desse ponto de vista, o eBook é o melhor dos mundos para uma editora, pois torna o livro muito mais acessível.

Por outro lado, os pontos negativos são: como controlar a quantidade de livros vendidos, caso essa venda se dê por uma grande distribuidora, como a Amazon, ou as grandes editoras nacionais, Saraiva e Cultura? E mais: como evitar ou, pelo menos, reduzir a pirataria?


Aguarde a parte 3 deste assunto.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

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