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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Truques e dicas - pdf com links no LibreOffice

Já dissemos aqui que pdf não é eBook. O eBook é uma experiência de leitura. Essa experiência só é possível em certos formatos de arquivo como, por exemplo, o formato epub. Trata-se de um formato que, rapidamente, está se universalizando, podendo ser lido em quase qualquer plataforma.

Mas a verdade é que até mesmo grandes redes vendem eBooks em formato pdf! Então, paciência, vamos pelo menos aprender a melhorar nossos eBooks neste formato, mesmo não sendo o ideal.

Se você colocar links internos, já será uma grande sofisticação em seu livro digital.

Um software do qual já falamos aqui e que pode ajudar a produzir um pdf com links internos, é o LibreOffice. Ele pode ser baixado gratuitamente aqui. Já vem com a nova ortografia e com muitas ferramentas úteis. Uma dessas ferramentas é a exportação em pdf.

O pacote do LibreOffice inclui, além do excelente editor de textos, software para apresentações, planilha eletrônica, desenho vetorial, fórmulas matemáticas e banco de dados. Todo o pacote é compatível com o Microsoft Office, ou seja, você pode salvar os arquivos em formato doc, xls, ppt, etc. A Microsoft retribuiu incluindo, em seu pacote, os formatos do LibreOffice. Ou seja, o LibreOffice e o Microsoft Office são totalmente compatíveis.

Em minhas máquinas não uso mais o Microsoft Office, pois não gostei do visual confuso das últimas versões. Fiquei com o LibreOffice, gratuito, simples e amigável.

Uma vez instalado o LibreOffice, abra seu livro (em formato doc, por exemplo) com o Writter, o editor de texto do pacote LibreOffice. Aqui está uma página de índice, que será nosso exemplo:

Clique nas imagens para ampliá-las.

O livro ficará melhor se o índice for "clicável", isto é, se o leitor puder clicar e imediatamente ir para o capítulo que ele deseja ler. É o tal link interno. O primeiro passo para isso é criar marcadores, que nada mais são do que destinos de possíveis links. Em nosso caso, os marcadores ideais são os títulos dos capítulos. Então vamos ao capítulo um para criar um marcador.



Abre-se uma janela na qual você dá um nome ao marcador. Sugiro evitar letras maiúsculas, acentos, cedilhas ou espaços, pois estes atributos são incompatíveis com certas sintaxes de computador e podem causar problemas. No nosso caso, optamos por batizar o marcador do Capítulo 1 com o criativo título de capitulo1.

 
Pronto, agora já temos um destino para nosso link. Vamos então para o índice. Selecionamos o termo "Capítulo 1", e criamos um link interno para o marcador capitulo1.


Não esquecendo de manter o texto "Capítulo 1", como podemos ver do lado esquerdo. O programa automaticamente muda o formato do texto para sublinhado, mas podemos  alterar isso à vontade.

Repetimos esta operação para os outros capítulos e já temos, assim, uma navegação razoável em nosso eBook.

O próximo passo é exportar para pdf. Vamos para o menu Arquivo > exportar para pdf. Abre-se uma janela com as opções de exportação.


Lembremo-nos de habilitar a opção "Exportar marcadores", que se encontra na aba "Geral". E também é preciso, na aba "Vínculos", habilitar três opções de exportação relacionadas aos links internos, como vemos na figura:


Pronto! Ao abrirmos nosso arquivo pdf para checar, constatamos que ele tem os links no índice que nos levam, num clique, para os capítulos correspondentes.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Publicar um eBook (ou livro em papel) - Parte 1


Site dessa imagem aqui

Daremos aqui, algumas orientações para publicar um livro digital, seja para autores, seja para editoras.

Na verdade, o eBook não é um livro em formato digital. Ele é outra coisa, muito maior. Uma nova forma de literatura, de arte, de expressão. Mas, vá lá, nestes primeiros tempos, os autores e editoras ainda tentam fazer com que ele se pareça com um livro, como mostra a imagem deste artigo.

O primeiro passo, obviamente, é escrever o livro, levando em conta o público-alvo, o tipo de linguagem que será utilizada e o potencial de vendas... Bem, cancelemos esses itens. O autor, em geral, não leva em conta nada disso. Ele simplesmente sente necessidade de se expressar, e escreve o livro. Cabe à editora, então, avaliar a qualidade do livro e sua viabilidade econômica.

O segundo passo do autor é tomar a decisão: publicar de maneira independente, "por conta própria", ou procurar uma editora. Detalhe: o autor pode utilizar os serviços de uma editora e, mesmo assim, publicar de maneira independente. É uma ótima alternativa. Vamos detalhar as três opções:

Na primeira, o autor não procura uma editora. Ele mesmo formata o livro e, caso seja um livro em papel, manda imprimir numa gráfica. Nestes casos, não costuma haver revisão ortográfica e gramatical, nem contratação de um capista profissional, nem diagramador. O livro também não recebe o código de barras, pois o autor não sabe que pode registrá-lo como pessoa física. Ao não ter o código, fica praticamente impossível vendê-lo em grandes lojas ou livrarias.

Quando o autor, mesmo com a intenção de publicar de modo independente sua obra, procura o auxílio técnico de uma editora, muitas coisas tendem a melhorar:

- o livro recebe o código de barras, pois a editora orienta o autor a registrá-lo, para que a obra tenha um número no ISBN (catálogo internacional de livros);

- a capa fica melhor, pois que desenhada por um profissional da área;

- a diagramação fica mais profissional, proporcionando uma experiência de leitura agradável.

- a qualidade de impressão fica melhor, pois a editora tem relacionamento com gráficas que trabalham com essa qualidade;

- a chance de o autor vender melhor seu livro aumenta, com as orientações da editora.

Claro que estamos supondo uma editora responsável e séria. Nem todas são. Há maus profissionais em todas as áreas, de motoristas de táxi a cirurgiões-dentistas. A área de editoras não é exceção.

A terceira opção, em que o autor decide publicar sua obra pela editora, tem todas as vantagens elencadas acima e mais algumas:

- a editora poderá vender seu livro em sites; poderá entregá-lo a uma distribuidora. Tudo isso amplia o volume de vendas;

- a editora poderá inscrever o livro em licitações públicas ou privadas. Isso abre a possibilidade de um volume de vendas muito grande;

- a editora poderá inscrever o livro em concursos literários e dividir o prêmio com o autor.

- o livro terá mais credibilidade, ao ostentar o logotipo de uma editora em sua capa e contracapa.
No próximo artigo, vamos falar de um assunto que interessa às editoras e aos autores: como vender um livro? Como fazer a tão necessária ponte de comunicação entre o livro e os leitores em potencial?



domingo, 11 de setembro de 2011

PDF não é eBook. E vice-versa

Cada objeto acima representa um eBook.
Responda rápido: dos eBooks representados, qual o que está em formato pdf?
A imagem acima é um pouco agressiva. Pedimos desculpas àqueles que já publicaram seus trabalhos, ou os de outrem, em formato pdf. Reconhecemos que, até há pouco tempo, não havia muitas opções. Os que foram pioneiros, encontraram um caminho ainda difícil e pedregoso. Por isso acabaram não tendo opção a não ser o formato pdf. Mas agora as coisas mudaram para melhor. 

Recentemente nós, da Editora Sucesso, pesquisamos os livros digitais à venda por uma grande rede de livrarias aqui do Brasil. Chamou-nos a atenção o fato de que havia, à venda, livros em formato pdf, o formato criado pela Adobe. Ora, pdf não é eBook, por diversas razões:

1- Ainda que seja aberto, o formato pdf pertence a uma empresa comercial, a Adobe Systems. Portanto, ele depende da Adobe para continuar existindo. Não é um formato de domínio público;

2- É um formato árido, não permitindo que a leitura de um documento pdf seja uma vivência agradável e prazerosa;

3- O público já se acostumou à ideia de que um arquivo pdf é gratuito, pois sempre foi assim.

Analisemos melhor os itens acima.

Sobre o item 1 - os padrões tem que ser universais

Façamos uma comparação com a moeda dos EUA, o dólar: após a segunda guerra (recuso-me a colocar esse termo em maiúsculas) a moeda estadunidense tornou-se padrão mundial, em substituição ao ouro. Agora que os EUA estão em forte crise, com sua moeda decaindo de valor, vários países enfrentam problemas de comércio internacional. O dólar se tornou um problema. O mesmo poderia acontecer se o pdf se tornasse um padrão para eBooks. Com todo respeito pela empresa Adobe, mas nos tornaríamos reféns de uma única companhia.
Só agora, timidamente, surgem software independentes capazes de ler em formato pdf. Um exemplo é o famoso Foxit Reader. Mas, ainda assim, o pdf segue sendo um formato proprietário.

Sobre o item 2 - a leitura deve ser agradável

Livro tem que gerar prazer, tem que ser uma boa experiência, mesmo quando se trata de um livro técnico, ou didático. O pdf tem uma grande limitação, nesse sentido, pois foi pensado para troca de documentos no mundo corporativo, e não para que uma pessoa se sentasse numa poltrona e lesse um arquivo de 300 páginas, uma após a outra. Mesmo quando lemos meia dúzia de páginas de um manual de instruções em pdf, a leitura se mostra cansativa e árida.

Sobre o item 3 - o valor e o preço na mente do consumidor

A pessoa cria o pdf de um documento em seu computador (com o PDF Creator, por exemplo), e simplesmente o remete por email. O paradigma pdf = grátis já está cristalizado na mente das pessoas. Isso é um convite à pirataria.

Chegamos a ver, numa grande rede de livrarias, um livro digital em formato pdf por R$ 98,00. Muitos poderão dizer: "O que? Eu tenho que pagar R$ 98,00 por um mero arquivo pdf?" De fato, é caro, mesmo que o formato não seja esse. Nas próximas semanas começaremos a discutir, aqui, o preço justo de um eBook. Mas gratuito é que não pode ser.

E qual o melhor formato, então?

Consideramos que o formato mais adequado é o epub, que está se tornando o formato universal para ebooks, permitindo a leitura em diversos aparelhos, tais como tablets, computadores de mesa, smartphones, etc.

O epub é um formato aberto, mantido e desenvolvido pela International Digital Publishing Forum (IDPF), um fórum que inclui dezenas de membros, entre organizações sem fins lucrativos, editoras, empresas de software e de hardware, inclusive a própria Adobe. Veja aqui a lista de membros.

É um formato em trajetória ascendente de desenvolvimento. Em breve será possível incluir, nesse formato, pequenos vídeos e arquivos de som, tornando a experiência da leitura muito mais rica e distanciando cada vez mais o eBook do livro em papel. Tornar-se-ão, mais e mais, categorias diferentes.

Para experimentar o formato epub, você pode baixar diversos softwares e ler, por exemplo, em seu computador de mesa ou notebook, além, claro, dos tablets e dos smartphones. Aqui duas opções de leitores:

- Adobe Digital Editions - você pode baixar o software leitor aqui (com a opção de manter ou não seu computador conectado ao site da Adobe). E depois pode baixar livros de domínio público gratuitamente na própria biblioteca da Adobe: http://www.adobe.com/products/digitaleditions/library/?promoid=DTEGZ

- Calibre eBook Management - simpático software livre para a leitura e o armazenamento de eBooks. Você pode, inclusive, organizar sua prateleira por assunto, por autor, etc. O site é http://calibre-ebook.com/

Como dissemos, o formato epub caminha para ser um formato universal, já que é mantido por uma organização que reúne empresas e associações do mundo todo, inclusive o Brasil.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Truques e dicas - links em arquivos pdf

Como criar links internos em arquivos pdf

Muitas vezes é necessário criar arquivos em pdf com links internos. Em geral queremos que o índice seja construído com links que levem às páginas correspondentes, de forma que o leitor possa navegar pelo texto quase como se estivesse navegando por um site da internet.

Para isso, uma opção é usar o software Indesign, da Adobe.

Uma vez o texto estando completo, pode-se criar os links. Selecionamos, inicialmente, o texto que servirá de âncora para um link, ou seja, o destino para onde um link do índice apontará (hyperlink destination). Com o texto selecionado, vá até a aba lateral "HIPERLINKS" (não confundir com a aba "LINKS", que é outra coisa completamente diferente), clique no ícone


e, no menu que se abre, escolha "New hyperlink destination".


Dê um nome a essa destinação, de preferência evitando usar acentos, til ou cedilha. No caso, escolhemos o nome "r1". Escolhemos a opção "Text Anchor". Mesmo que futuras alterações no arquivo façam com que esse texto mude de página, o link apontará o destino correto.


Já estabelecemos um hyperlink de destino. Agora precisamos escolher o texto que aponta para esse link. Em geral é um item do índice, lá no início do arquivo. Selecionamos esse texto e clicamos novamente na aba "HYPERLINK". Só que agora optamos pelo item "New Hyperlink" no menu que se abre.


Na janela que surge, escolhemos novamente a opção "Text Anchor" e, mais abaixo, o hyperlink de destino que havíamos batizado de "r1".


Pronto! Dessa forma temos os dois elementos necessários: um texto "clicável" e um hyperlink de destino para o qual esse texto remete.

Quando formos exportar o arquivo para o formato pdf, bastará habilitarmos a opção "Include hyperlinks". O arquivo resultante manterá os hyperlinks que criamos.