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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Aprendendo a digitar

Como usar seu editor de texto de maneira inteligente

Essas dicas valem para o Word, o LibreOffice, o Calligra ou outro editor que você utilize.

Muitos de nós aprendemos a usar o computador por conta própria. E isso é um mérito e tanto. Mas há lacunas que acabam não sendo preenchidas. Algumas dessas lacunas estão no fato de que deixamos de usar os recursos disponíveis nos softwares. Por exemplo, nosso editor de texto. Listamos aqui dicas simples, que facilitam e melhoram a diagramação de seu texto. Os recursos mostrados já são velhos conhecidos de muitos mas, de outros, não.

1) Para centralizar um texto, clique no ícone de centralização
Muita gente, até hoje, quando vai centralizar um texto, digita espaço, espaço, espaço, quantas vezes forem necessárias para que o texto pareça mais ou menos no centro. No entanto, os editores de texto têm as quatro opções para textos: centralizar, alinhar à esquerda, alinhar à direita e centralizar. Os ícones correspondentes são:



Portanto, não é correto centralizar "a olho", já que o software tem um recurso para fazê-lo de maneira precisa.

2) Para estabelecer um recuo da primeira linha do parágrafo, utilize a opção correspondente no menu. Muitos fazem isso da mesma forma como centralizam: digitam espaço, espaço, espaço. Uma perda de tempo. No LibreOffice a janela é assim:



No Word, é preciso clicar num microscópico ícone:

E aparece a janela:



Ao utilizar os recursos dos editores de texto, você poupa seu tempo, e também poupa o tempo de quem for diagramar seu livro. Quando recebemos um arquivo de texto com os erros mencionados acima, temos que apagar TODOS os espaços a mais e refazer as centralizações e recuos da maneira certa.


domingo, 31 de março de 2013

Chegou o formato epub3

O formato dos eBooks tem evoluído continuamente. Essa evolução acompanha o aperfeiçoamento das duas plataformas que embasam esse formato de livro digital: as linguagens html e css.

O html é a conhecida linguagem da internet. O css é, podemos dizer, uma linguagem "acoplada" ao html, que lhe dá forma e beleza.

Para o leigo, o que importa é que, com o advento do html5 e do css3, os livros eletrônicos poderão ter som e vídeo acoplados a eles. Imagine-se, por exemplo, esta passagem de um livro:

"O dia estava claro e alegre. Ele contemplava as águas plácidas daquele lago.
Esse pequeno vídeo faria parte da cena, podendo ser visto em loop, isto é, com repetição contínua. Da mesma forma, a cena de um romance que se passe, digamos numa floresta, pode ser acompanhada dos sons da floresta.

Esses recursos têm o lado bom: enriquecem o conteúdo do eBook. Mas têm o lado ruim: exigem menos da imaginação.

De qualquer forma, é uma questão de decisão do autor e da editora. O que vale mais a pena? Estimular mais pessoas à leitura através de atrativos como vídeo e efeitos sonoros, ou buscar aquele leitor tradicional de livro, que prefere o texto puro, torcendo o nariz até para livros com figuras?

O fato é que o chamado epub3 veio para ficar. No Brasil, há todo um campo a explorar, pois as novas gerações já nascem com um tablet na mão.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tecnologia brasileira


Duas boas notícias para a tecnologia nacional. Uma é do início de 2011, mas passou despercebida pela mídia: o site Inovação Tecnológica nos informa que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul desenvolve o primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul. A pesquisa, que tem apoio financeiro da Fapesp, está criando um chip que tem inovações tecnológicas que permitirão uma redução substancial de tamanho.

A segunda notícia é fresquinha, vem do site Brasil Maior e reproduzimo-la integralmente abaixo:

Primeiro chip brasileiro é lançado em parceria com a ABDI

O ano de 2011 foi bastante profícuo para a área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Uma das atividades de destaque foi o desenvolvimento do primeiro chip brasileiro, em Minas Gerais, resultado do trabalho do GT de Semicondutores, composto pela ABDI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além do BNDES e Apex-Brasil, que tem como principal objetivo o desenvolvimento da indústria de semicondutores no Brasil.

A produção de um chip genuinamente brasileiro – o MGT10000 – pela Design House MinaSIC significa não apenas uma redução dos custos de montagem e de estoque, mas a substituição de componentes importados por outros que serão viabilizados pela implementação do chip. Isso possibilitará o desenvolvimento de sensores miniaturizados que hoje não podem ser alcançados devido ao tamanho da placa de circuito impresso convencional.

“Nesse sentido, a ABDI vem realizando ações de treinamento e capacitação das Design Houses brasileiras e os planos para 2012 são de implantar cursos de Desenvolvimento de Comportamento Empreendedor (Empretec), de Desenvolvimento Gerencial, Capacitação para Exportação e Venture Fórum”, explica Maria Luisa Machado Leal, diretora da ABDI.

A MinaSIC, localizada no Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (MG), desenvolve projetos de circuitos integrados e sistemas para os mais diversos setores, como o automotivo, de automação industrial e biomédico. O circuito integrado de aplicação específica MGT10000 foi desenvolvido para atender às linhas de sensores fotoelétricos da empresa Sense. O chip passará ainda por um período de testes nos laboratórios da MinasIC e deverá entrar em produção comercial em 2012.
A produção nacional de tecnologia digital é um passo inadiável. Com isso, reduziremos os custos de computadores, smartphones e, claro, tablets e eReaders. Se tivermos preços baixos desses equipamentos e preços dentro do razoável para os eBooks, há todo um mercado imenso a nos aguardar.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

HP tenta pegar o bonde colaborativo

A HP, que até agora oferecia seus tablets com o sistema fechado webOS, exclusivo da empresa. Nesta semana, resolveu tornar o webOS um sistema opensource, isto é, de código aberto. Foi uma decisão tardia, agora que o sistema já está defasado. Melhor seria passar seus tablets para o sistema Android, que está se transformando no sistema universal para esses aparelhos.

Já mostramos aqui como o sistema Android, por ter se universalizado, permite que o usuário baixe, gratuitamente ou por preços bem módicos (na faixa de R$ 10,00), diversos aplicativos úteis. Fica então o vácuo para o webOS, pois a comunidade que administra e melhora o Android já conhece bem o sistema, enquanto o webOS é um estranho no ninho, desconhecido de programadores fora da HP. Haverá todo um caminho a percorrer, enquanto o Android já está lá na frente.

Até a poderosa Amazon, que tem seu sistema operacional exclusivo para o kindle, lançou o Kindle Fire, que usa o Android, embora numa versão disfarçada, envergonhada. Agora também a HP abre seu sistema, embora mantendo-o no formato webOS.

Este site aposta que, em um ano, a HP lançará tablets com o Android instalado. E a razão é simples: a internet é um espaço colaborativo, e não exclusivista. Cada vez mais, as pessoas querem que um tablet converse com o outro sem fronteiras.

O tablet caminha para se tornar um dos principais dispositivos digitais, além do PC (que continua firme e forte). Em tamanho menor, o tablet poderá até substituir os smartphones. A tendência de unificação do sistema operacional é irresistível.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Brasil acelera

Imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

Segundo pesquisa do instituto GfK, a venda de smartphones cresceu bem acima da média mundial nos primeiros 6 meses de 2011. A média mundial já é alta: 69% em comparação com 2010. Pois o Brasil ultrapassou essa marca e bateu em 80%, ou seja, quase dobrou a venda desses aparelhos.

Não há muitas dúvidas de que o mesmo ocorrerá com relação aos tablets. O Brasil, o jovem brasileiro, está como que uma esponja pronta para absorver as novas tecnologias digitais. E aqui falamos do jovem de qualquer classe social.

Como já dissemos em outros artigos, há uma tendência de crescimento ainda maior dos tablets, já que o Governo Federal retirou vários impostos do produto ao classificá-lo como um computador (o que, de fato, ele é). Com isso, o preço se reduziu. E se reduzirá ainda mais com o estímulo à fabricação dos tablets em nosso país, inclusive o iPad. O detalhe impressionante é que o iPad será, PELA PRIMEIRA VEZ, fabricado num país ocidental. Então, esqueça aquele bordão usado no passado, "não compro nada feito na China, Tailândia ou Indonésia". O iPad é feito por lá. Agora será fabricado também no Brasil, por um acordo do Governo com a empresa FoxConn, de Taiwan.

Mas, voltando à aceleração brasileira, ela é o resultado de uma conjunção de fatores, entre eles a crise na Europa e nos EUA. É natural que as empresas multinacionais queiram investir num país - e num Continente - que está navegando bem na tempestade. Toda empresa pensa em investir num mercado promissor "antes que meu concorrente faça isso". Então, passa a ser uma corrida pelos mercados. Ganha mais quem chegar primeiro.

sábado, 29 de outubro de 2011

Tecnologia - previsões furadas



A História segue seu curso, em geral de maneira indiferente às previsões humanas.

Economistas previram, há 20 dias atrás, que o dólar não baixaria mais, que permaneceria com cotação próxima dos R$ 2,00. Pois bem, ontem o dólar fechou em R$ 1,68. Artigos de revista previram a morte do PC de mesa, já em 1999. Temos, por exemplo, esta bobagem escrita na Revista Veja daquele ano, afirmando que o PC estava com os dias contados. Pois estamos em 2011. Treze anos depois, o PC ainda é uma fundamental ferramenta de trabalho. Recentemente, mais esta matéria que decreta a morte do PC.

A impressão que se tem é que esses artigos são matérias pagas encomendadas pelas empresas de tecnologia para estimular os consumidores a comprarem as "novidades". Pode não ser. Podemos estar sendo tremendamente injustos. Mas que parece, parece.

Então, não jogue seu PC fora. Ele ainda será usado por muito, muito tempo. Quando sua máquina estiver desatualizada, provavelmente você comprará um outro PC. Mesmo tendo seu tablet, netbook, notebook, smartphone, etc, o computador de mesa continua útil. Existem coisas que somente um PC com grande capacidade de memória e processamento podem realizar. Por isso, os tablets não vão aposentar o PC, assim como o eBook não vai extinguir o livro em papel. Essas tecnologias e formatos podem coexistir por muitas décadas.

Aliás, o futuro das residências será o das casas inteligentes, nas quais o PC desempenha um papel fundamental, integrando-se ao dia-a-dia do ambiente. O PC pode vir a ser o cérebro das residências e prédios.

Dissemos que as previsões humanas falham. No entanto, os escritores de ficção científica são uma exceção. Eles conseguem prever as novas tecnologias. Quem já não viu uma reprise do velho seriado Jornada nas Estrelas, com o capitão Kirk e seus subordinados usando telefones celulares e tablets?

Enquanto Gene Rodenberry, o criador da série Jornada nas Estrelas, previu de maneira espantosa o uso de computadores, os técnicos da empresa RAND tentaram prever como seria um computador pessoal no ano de 2004. A foto abaixo mostra que eles erraram feio. Imaginaram que o PC ocuparia uma sala inteira!!
site dessa imagem: http://www.weirdnano.com/the-future-of-old-computers/
A tecnologia, como a Natureza, tem dois modos de evolução. Boa parte do tempo é uma evolução suave e gradual. Mas, de tempos em tempos, tanto a tecnologia, como a Natureza, dão saltos. Esses saltos é que são muito difíceis de se prever. Exceto, como dissemos, para os autores de ficção científica. Eles não estão presos às amarras mentais que aprisionam os cientistas e técnicos. Por isso voam mais alto. E lá do alto conseguem ver o horizonte distante.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Toda informação será digital?

Crédito da imagem: vichie81 / FreeDigitalPhotos.net
Note que a placa informativa, à direita da foto, é digital

No comércio, é cada vez maior o uso de informações digitais

Torno mecânico com visor digital

Nota-se uma mudança nos ônibus urbanos em quase todo o Brasil: o número do ônibus e seu destino agora são luminosos, com lâmpadas de led. O letreiro é controlado por um sistema computadorizado. Estão quase extintos aqueles letreiros antigos, que o motorista ou o cobrador tinham que mudar girando uma manivela.

Aliás, as manivelas em geral também estão quase extintas. Logo elas que foram tão importantes no final do século 19 até meados do século 20. Passamos para a era da informação, na qual até mesmo tornos, fresas e furadeiras têm uma tela digital.

A grande probabilidade é a de que, num futuro próximo, as informações sejam todas originárias de telas de computador. Isso foi previsto no filme Jornada nas Estrelas, série criada por Gene Rodenberry na década de 60, como podemos ver neste imagem:


Os registros da nave Interprise, seja o diário do capitão, o registro do oficial de ciências, Sr. Spock, ou os registro médicos do dr. McCoy, eram todos feitos em telas muito parecidas com um tablet.

Aliás, essa mesma série tinha os famosos comunicadores, muito semelhantes aos atuais celulares:


Os bebês de hoje utilizarão muito pouco o papel para se comunicar em sua vida adulta. Escolas e empresas utilizarão tablets. E, num futuro próximo, talvez formas ainda mais avançadas de comunicação digitalizada.

A "invasão" da comunicação digital está trazendo uma revolução, não só no mercado editorial de livros, mas também no mercado de revistas e jornais. Nos EUA, alguns importantes jornais já encerraram a publicação em papel e optarem pelo formato digital como opção.

A lei federal que classifica os tablets como computadores permitirá uma redução de preços de até 30%. Além disso, muitas empresas, como a Foxconn, já começam a produzir tablets no Brasil, o que também certamente contribuirá para a queda de preços.

Estamos num período de transição entre os veículos em papel e a comunicação digital. Essa transição certamente levará alguns anos. As empresas que se prepararem agora para esse novo paradigma, poderão tirar proveito dele em seus negócios.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Duas boas notícias

Aakash, o tablet indiano de U$ 35,00
Brasil pode ter fábrica de telas para tablets, diz ministro
O Brasil pode se tornar o primeiro país no Ocidente a produzir telas sensíveis ao toque para tablets, informou hoje (13/10) o ministro da Ciência e Tecnologia, Alozio Mercadante. Após reunião no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que o presidente do Foxconn Technology Group, Terry Gou, reiterou em conversa com a presidenta Dilma Rousseff seus compromissos em trazer investimentos de grande porte para o Brasil.
A presidenta, por sua vez, exigiu que seja feita transferência irrestrita de tecnologia ao parceiro nacional.
“Apenas quatro países no mundo produzem telas para tablets e nenhum no Ocidente. É alta tecnologia que exige muito consumo de energia, logística e um aeroporto internacional próximo à fábrica. A escolha do local será técnica. Seis estados estão participando”, disse o ministro.
Segundo ele, duas fábricas serão instaladas pela Foxconn no Brasil. Contudo, a produção será feita com parceiros nacionais para que seja cumprida uma das exigências da presidenta Dilma: transferência irrestrita de tecnologia. O governo também vai desenvolver um programa de formação para atender a demanda de engenheiros.
A intenção do Brasil é ambiciosa: quebrar o paradigma atual, que é o de fabricar tablets no Oriente, pagando pouco, e vendê-los no Ocidente, cobrando muito. Aquele mesmo iPad que foi comprado no Brasil por R$ 1.000,00 foi fabricado na China por trabalhadores que ganham R$ 2,00 por hora.

A outra notícia:
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira a lei originada da Medida Provisória 534, que inseriu no Programa de Inclusão Digital os tablets produzidos no País. A lei reduz a zero as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre a venda desses equipamentos.
Com a redução dos dois tributos, a estimativa é de que o preço final dos tablets caia em 31%. O tablet é o sexto produto a receber a isenção fiscal do Programa de Inclusão Digital, que já favorecia os computadores de mesa, notebooks, teclados, mouses e modems.

De fato, essa medida é bastante justa, já que o tablet é, de fato, um computador. Merece, portanto, se beneficiar das leis que estimulam a fabricação de computadores no Brasil.

Alguém duvida de que esse será o Natal dos tablets?


sábado, 8 de outubro de 2011

Tecnologia - O satélite da Telebras


Reproduzo aqui notícia alvissareira do site da Telebras:


  
Telebras terá satélite geostacionário

A Telebras participa de um Grupo de Trabalho que vai elaborar as especificações técnicas para a integração de um satélite geoestacionário com lançamento previsto para 2014. O trabalho que envolve também o Ministério da Defesa, a Agência Espacial Brasileira e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), conta com o aval da presidente Dilma Rousseff. O tema foi tratado em reunião realizada no Palácio do Planalto na última segunda-feira (26.9). 

Os satélites vão operar na banda Ka para o atendimento de redes de governo e iniciativas de inclusão digital, bem como na banda X, que será de uso exclusivo das Forças Armadas. Isso permitirá, por exemplo, ampliar o número de municípios que serão atendidos pelo Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) até 2014, hoje estimados em 4.283.

Neste momento, o Grupo de Trabalho estuda se a tecnologia disponível permitirá que a integração dos equipamentos ocorra no Brasil. “A Telebras está negociando parcerias com a iniciativa privada para propiciar um ambiente de transferência de tecnologia”, informou o presidente da empresa, Caio Bonilha. Os recursos para o lançamento do satélite, estimados em R$ 716 milhões, já estão previstos no Plano Plurianual 2012-2015 do Governo Federal.                                                                               
Essa é uma boa notícia, pois o país precisa ter auto-suficiência em comunicações. Mesmo que esse satélite em particular seja para uso restrito, essa iniciativa abre a possibilidade de que tenhamos satélites também para a universalização da banda larga.

Atualmente, a maior parte das comunicações brasileiras por internet passam pelos EUA!! Essa é uma situação inaceitável, pois vai contra a necessidade das nações de serem auto-suficientes em telefonia e, nos dias de hoje, também internet. Trata-se de uma questão de segurança nacional.

Que venham, pois, os satélites brasileiros para expandir nossas comunicações!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tecnologia - o Kindle Fire e o tablet indiano



A concorrência dos tablets está cada vez mais acirrada. A Amazon está lançando o Kindle Fire, um tablet em cores. Isso mexe bastante com o mercado pois, até agora, os tablets em cores, incluindo o iPad, eram um mundo à parte no qual a Amazon não entrava. O Kindle utilizou, até agora, a tecnologia e-ink, com tela em preto e branco, ideal para a leitura. Agora, as coisas mudaram: o Kindle Fire concorre diretamente com os demais nomes no mercado. E o preço é U$ 199,00, menos da metade do preço médio de um iPad.

A Amazon não parece que abandonará, tão cedo, o Kindle "tradicional". Com isso tenta abarcar os dois tipos de usuários: aquele que gosta de ler livros em papel e, por isso, prefere a tela de e-ink, e também o usuário que quer uma tela colorida na qual possa assistir vídeos, ler emails, etc, além de ler livros, revistas e jornais.

Veja o comercial do novo produto:



Nessa mesma semana, a Índia lança o Aakash, o tablet de U$ 35,00, destinado a estudantes. Chamado de "o tablet mais barato do mundo", o Aakash tem seu preço subsidiado pelo governo indiano. E a empresa que desenvolveu o produto, a britânica DataWind, diz que o preço ficará ainda menor com o aumento da produção. Considerando que a Índia tem 2,3 bilhões de habitantes, certamente a produção será em larguíssima escala.

Um projeto piloto distribuirá gratuitamente as primeiras 100 mil unidades.

Talvez seja o caso de as pequenas editoras começarem a pensar na possibilidade de traduzir livros para o inglês, a fim de alcançar um gigantesco mercado que inclui a Índia, Inglaterra, EUA e parte do Canadá, entre outras regiões. Além disso, o inglês é o idioma da internet. Talvez se torne o idioma universal dos livros digitais...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tecnologia nacional - é preciso ter

Image: anankkml / FreeDigitalPhotos.net


O Brasil - e, de resto, toda a América Latina - precisa urgentemente desenvolver uma tecnologia digital nacional. Isso se torna mais evidente quando vemos os avanços tecnológicos de nosso país em outras áreas.

Vejamos, por exemplo, a prospecção de petróleo: a Petrobras tem firmado contratos em todo o mundo para prospecção, utilizando robôs.

Num outro setor, o de produção agrícola, temos a Embrapa realizando pesquisas de ponta. Resultado: somos uma das referências no mundo em várias modalidades de produção agrícola. Estamos levando, inclusive, essa tecnologia para a África, o que é muito importante pois, segundo analistas, a China tem o objetivo de ser influência hegemônica naquele Continente. Se isso ocorrer, perderemos um gigantesco mercado potencial.

E na produção de computadores, sejam eles computadores de mesa, netbooks, notebooks, smartphones ou tablets? Nessa área ainda estamos engatinhando. O que podemos fazer para começar a caminhada rumo ao domínio dessas tecnologias? Os primeiros passos já estamos dando: conforme noticiamos neste site-blog, o governo está realizando os acertos legais para que 25 empresas produzam tablets aqui. Dessas, quatro já estão produzindo.

Dessa forma, os engenheiros e técnicos brasileiros poderão compreender e assimilar essas tecnologias para, num futuro próximo, começarmos a gerar nossas próprias contribuições nessa área.

Além disso, é preciso construir ainda mais escolas técnicas e superiores, e aprimorar o ensino em todas as áreas. É preciso aproveitar esse momento em que EUA e Europa estão em forte crise. Como dizem os chineses, crise é oportunidade. E eles não apenas dizem isso, mas aplicam na prática...



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tecnologia - notícias estimulantes

Comecemos este artigo com notícias da banda larga:

PNBL chega a 92 cidades do Ceará em outubro


Uma parceria entre a Telebras e a Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) viabilizará a conexão à Internet de 92 cidades do estado a partir do próximo mês. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22.09) pelo presidente da Telebras, Caio Bonilha, durante debate sobre o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e perspectivas para a universalização do serviço realizado na Universidade de Brasília.
A parceria foi firmada no último dia 31 de agosto e envolve 2,5 mil quilômetros de fibras da Etice instaladas no Cinturão Digital do estado, bem como fibras ópticas que estão nas linhas de alta tensão da Chesf. Segundo Bonilha, nesta semana ocorreu a interligação da rede de ambas as empresas e está em definição qual delas fará a comercialização junto aos provedores de internet que atuam nas 92 cidades contempladas. Para o presidente da Etice, Fernando Carvalho, a iniciativa evita a duplicação de esforços e possibilita ampliar o acesso à banda larga de qualidade no estado.

Durante o debate, o presidente da Telebras destacou o papel dos pequenos provedores de internet que são principais parceiros responsáveis pela conexão dos usuários finais atendidos pelo PNBL. Ele lembrou que apesar de ocupar apenas 10% do mercado, o segmento emprega, direta ou indiretamente, entre 120 e 130 mil pessoas no país. “Os pequenos provedores são os que desenvolvem a banda larga na franja das grandes cidades e no interior do país”, disse.

A notícia completa está aqui. Aliás, comentário en passant: o preço das ações da Telebras subiram quase 100% em 40 dias, mostrando que o mercado sabe e/ou espera que a expansão da empresa seja expressiva nos próximos meses.

Combine-se esta informação alvissareira com esta outra:

25 empresas querem fabricar tablets no Brasil

Pouco tempo depois de afirmar que os primeiros tablets fabricados no Brasil com base na MP que reduz impostos chegarão ao mercado em setembro, Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, disse hoje (12/8/2011) que 25 empresas já manifestaram interesse em produzir esse tipo de dispositivo no país.

De acordo com Mercadante, entre as companhias que fazem parte desta lista estão: Apple, Itautec, LG, Motorola, Positivo, Samsung e Semp Toshiba. Das 25 empresas, 9 já estão praticamente licenciadas, indicando que a sua produção poderá começar em breve: AIOX, Envision, LG, Motorola, MXT, Positivo, Samsung, Semp Toshiba e Sanmina-SCI.

O ministro espera que o mercado brasileiro já conte com tablets produzidos nacionalmente nas festas de fim de ano: “vai ser abundante [a oferta] e eu acho que nós vamos ter, no Natal, muitas opções de qualidade, de preço, de formato. A concorrência é o melhor caminho para o consumidor usufruir [de um produto]”.

Leia esta informação aqui.

Combinando as duas notícias, concluímos que:

É o grande momento do Brasil (e do Mercosul) para se estabelecer fortemente no universo dos tablets, da internet universalizada e, por consequência, do eBook.

As pequenas editoras podem aproveitar esse momento para crescer como nunca antes...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fórum

Quem ama protege

A tecnologia tem andado em passos acelerados nas duas últimas décadas. Tão acelerados que acabam atropelando empreendedores, consumidores e governos. A cada novo avanço tecnológico, cadeias de produção são quebradas, empresas têm que mudar de ramo, comerciantes fecham as portas.

Um exemplo interessante é o que ocorreu com os CDs. Na década de 90 eles, gradualmente, substituíram os antigos LPs. Essa gradualidade permitiu que os fabricantes de discos, os artistas e as lojas se adaptassem. Mas, com o advento da internet, os CDs foram substituídos... pela pirataria. Não houve adaptação. Houve destruição.

A produção musical se reduziu bastante pois, no nosso mundo capitalista, a atividade profissional tem que gerar dinheiro.

Felizmente a sociedade está, nos dias atuais, começando a encontrar soluções para a produção musical, através da venda de música online, por exemplo. Mas essa solução demorou uma década. Se o mesmo acontecer à produção de livros, o estrago será bem maior, pois esse mercado conta com milhares de pequenas editoras que não suportariam passar vários anos sem retorno financeiro. Elas simplesmente fechariam, extinguindo milhares de postos de trabalho. Boas produções literárias não seriam lançadas.

A indústria editorial começa a entrar por esse mundo novo do eBook, um tanto desconfiada. As duas grandes editoras brasileiras, Saraiva e Cultura, adotaram a proteção criptográfica de seus eBooks, conhecida como DRM.

O DRM impede que usuários mal intencionados pirateiem os livros adquiridos. Em geral, esse sistema permite que o leitor "baixe" o livro seis vezes. Digamos que uma vez seja para o tablet, outra para seu notebook, outra para o PC de mesa, e mais três de reserva.

O DRM também permite que o leitor empreste o livro a seus amigos, como faria com um livro físico. Esse empréstimo tem tempo estipulado. Findo esse tempo, o livro não estará mais disponível no equipamento do leitor que recebeu o livro de empréstimo.

Os preços de eBooks são muito baixos, a partir de U$ 0,99, mesmo para lançamentos. Além disso, há livros gratuitos disponíveis legalmente na internet.

Parece bastante democrático. No entanto, alguns ainda resistem a entender o DRM como uma proteção necessária. Dizem, por exemplo, que o DRM é um desrespeito ao leitor honesto.

Essa é uma das principais discussões que desenvolveremos neste fórum.

Tecnologia

Qual tablet escolher?
Aliás, o que é mesmo um tablet?

Antes de mais nada, é fundamental saber que um tablet não é um computador pessoal. Há coisas que ficam muito difíceis ou impossíveis fazer com ele.

Podemos dizer que um tablet é um dispositivo de lazer. Com ele podemos acessar nossos e-mails, ouvir música, ler muitos eBooks e receber chamadas de texto e/ou voz e/ou imagem pelo Skype, MSN, Google Talk, etc.

Mas há coisas que não se pode fazer num tablet, como usar um programa especializado, fazer uma planilha mais complexa, etc.

Se você quer um tablet para ler eBooks, o Kindle, da Amazon é o mais indicado, apesar de sua tela em preto e branco. A tela do Kindle não emite luz, o que é uma ideia genial, pois torna a leitura de eBooks muito agradável e mais próxima do livro em papel.

As principais vantagens do tablet são sua total portabilidade e a facilidade de utilizá-lo em qualquer ambiente. Ele se conecta à internet sem fio (wireless) e tem o tamanho e o peso de um livro.



Nas próximas matérias, falaremos mais de cada um dos inúmeros modelos de tablet disponíveis no mercado.