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quinta-feira, 1 de março de 2012

O poder de processamento dos tablets

Raspberry PI, o computador mais barato do mundo - página dessa imagem aqui

É certo que há coisas que só um computador de mesa pode fazer. Este blogueiro trabalha com programas de ambientação digital (CG) para criar imagens para livros. Mesmo num computador de mesa, algumas imagens demoram 70 ou 80 horas para serem renderizadas (1). Num notebook, mais ainda. Num netbook, quase impossível. Num tablet, totalmente impossível. Até porque esses programas só rodam em Windows, OS ou Linux. Não rodam em Android ou qualquer outro sistema operacional de tablets.

Os tablets foram feitos para atividades que exigem menos da máquina, como jogos, navegação na internet, receber e remeter e-mails, falar com outra pessoa pelo Skype, Gtalk ou msn, etc.

Então o computador de mesa (desktop) é hoje um computador de trabalho, embora os saudosistas como eu o usem para tudo. Enquanto que os tablets e eReaders são aparelhos mais ligados à diversão e descontração, e também aos estudos, já que eles podem armazenar uma enorme quantidade de livros.

Mas e o futuro? É inevitável que as máquinas fiquem cada vez menores e, ao mesmo tempo, mais potentes. Veja-se, por exemplo, o Raspberry PI, computador construído pela Fundação Raspberry PI - com apoio do Laboratório de Computação da Universidade de Cambridge. A versão mais simples custa U$ 25,00, e sua capacidade de processamento ultrapassa a maioria dos tablets.

Com a entrada da nanotecnologia na área de circuitos impressos, poderemos ter um computador potentíssimo que caberá no espaço de um botão de camisa.

Bom, agora, voltando ao presente, não se iluda achando que poderá abrir, num tablet, aquela planilha de 20 mb que você elaborou no notebook. Ainda não é possível. Também não se pode abir, no tablet, um programa como o Blender 3d ou o Vue 10 Complete (são os softwares que uso para criar imagens). Por outro lado, se você é da área administrativa, o tablet pode auxiliá-lo a guardar dados de clientes e funcionários, acessar e-mail - como dissemos antes - e elaborar textos. Pronto, lá se foi a separação de funções por água abaixo. O tablet, além da diversão e dos estudos, já começa a ser usado nos escritórios como ferramente de trabalho em certas áreas que, como mencionamos, não exigem grande capacidade de processamento ou memória.

(1) renderizar é gerar a imagem final de um programa de ambientação 3D.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apple quer leitores e autores

Como já explicamos aqui, tablets são equipamentos que tem uma parte dos recursos que um computador tem: navegam na internet, recebem e-mails, tocam música, etc. Não tente editar uma planilha eletrônica um pouco mais complexa num tablet. Não dá. A tela é pequena, a memória é pequena. O tablet não tem essa capacidade.

Por outro lado, os eReaders tem praticamente apenas um talento: servem para a leitura de livros digitais, como seu nome já diz. Suas telas são em preto e branco, em geral sem iluminação. A vantagem deles é o preço bem menor (o Kindle, por exemplo, custa por volta de U$ 189,00). Mas a vantagem principal é o fato de que ler um livro num eReader é muito mais agradável do que num tablet. Os olhos não cansam, as letras são nítidas. Não é como ler na tela de um computador. É mais próximo da experiência de ler em papel. E sem ter que derrubar árvores.


Os tablets tentam atrair leitores de livros que usam os eReaders. Foi com esse espírito que a Apple lançou o 
iBooks2, um aplicativo para livros didáticos que permite fazer anotações, grifar e ver conteúdo 3D.


A Apple também lançou um aplicativo que deixará muitos editores apavorados: trata-se do iBooks Author, que permite que o autor escreva um livro no próprio iPad, com conteúdo interativo, sem a necessidade de saber programação.

Um bom exemplo de livro com conteúdo interativo é este, do ambientalista estadunidense Al Gore.

Pode-se prever, no futuro, que todos os tablets e eReaders permitirão escrever textos com formatação, diagramação, contendo imagens, vídeos e sons, e que poderão ser salvos em formatos de eBook. Qual será o papel das editoras nesse futuro?


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A pirataria de eBooks



O site Revolução eBook publicou um artigo com o elucidativo título "É Fácil Ganhar com o Dinheiro dos Outros". Este artigo inclui algumas considerações sobre o que lá foi discutido.

A pirataria é um sério problema para músicos, autores de livros e também para o cinema.

O eBook ainda é, hoje, um livro sem papel. Mas este blog avalia que ele pode se transformar numa obra multimídia, que inclui texto, imagem, som e vídeo. Por um lado, isso abre amplas possibilidades que, certamente, encantarão o cliente - veja-se, por exemplo, o eBook do Al Gore, que abordamos aqui -e que, também, atiçarão a pirataria do eBook.

Nesse sentido, a arma que temos hoje para reduzir essa pirataria é a proteção criptográfica. Por exemplo, o DRM da Adobe, que reduz a pirataria pela adição de um código que impede a leitura do eBook em mais de que seis computadores. Por que seis? Digamos que três sejam do comprador - um de mesa e um tablet, e mais três sejam para outros usos. Dar a um amigo ou colocar o eBook no computador da empresa, por exemplo.

Também a Apple e a Amazon tem sistemas de proteção ao autor e às editoras.

A questão a considerar é que a pirataria, como diz o título do artigo do Revolução eBooks, é uma forma de ganhar com o trabalho dos outros. Ganhar dinheiro ou ganhar prestígio. Sites de pirataria de obras artísticas ou culturais lucram, direta ou indiretamente, com criações de outrem, que exigiram tempo, dinheiro e recursos materiais.

Um outro fator importante para reduzir a pirataria do eBook e torná-la desinteressante, através da redução drástica do preço dos eBooks. A Amazon, por exemplo, tem títulos por U$ 0,99. Esses títulos são menos pirateados, pois a maioria dos leitores prefere comprar o original.

É perfeitamente possível reduzir o preço dos eBooks para valores que são uma fração do preço do mesmo livro físico. Afinal, como já foi abordado aqui, o eBook dispensa um dos principais componentes do custo do livro, que é o papel. Mesmo sendo papel isento de impostos, ele é caro.

Além disso, não é só o custo físico do papel. Há o custo da gráfica para imprimir o livro. Não podemos esquecer da tinta, das impressoras, da mão de obra especializada que é exigida para a impressão. Assim, para as pequenas editoras, a impressão do livro representa 60% ou mais do custo. Por isso consideramos totalmente irreal o eBook custar quase o mesmo que o livro em papel.

O DRM e as outras formas de proteção do eBook contra a pirataria não são perfeitas. Elas precisam ser complementadas com a redução do preço do livro, desestimulando a cópia pirata.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tecnologia brasileira


Duas boas notícias para a tecnologia nacional. Uma é do início de 2011, mas passou despercebida pela mídia: o site Inovação Tecnológica nos informa que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul desenvolve o primeiro chip (circuito integrado) projetado e implementado no Mato Grosso do Sul. A pesquisa, que tem apoio financeiro da Fapesp, está criando um chip que tem inovações tecnológicas que permitirão uma redução substancial de tamanho.

A segunda notícia é fresquinha, vem do site Brasil Maior e reproduzimo-la integralmente abaixo:

Primeiro chip brasileiro é lançado em parceria com a ABDI

O ano de 2011 foi bastante profícuo para a área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Uma das atividades de destaque foi o desenvolvimento do primeiro chip brasileiro, em Minas Gerais, resultado do trabalho do GT de Semicondutores, composto pela ABDI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além do BNDES e Apex-Brasil, que tem como principal objetivo o desenvolvimento da indústria de semicondutores no Brasil.

A produção de um chip genuinamente brasileiro – o MGT10000 – pela Design House MinaSIC significa não apenas uma redução dos custos de montagem e de estoque, mas a substituição de componentes importados por outros que serão viabilizados pela implementação do chip. Isso possibilitará o desenvolvimento de sensores miniaturizados que hoje não podem ser alcançados devido ao tamanho da placa de circuito impresso convencional.

“Nesse sentido, a ABDI vem realizando ações de treinamento e capacitação das Design Houses brasileiras e os planos para 2012 são de implantar cursos de Desenvolvimento de Comportamento Empreendedor (Empretec), de Desenvolvimento Gerencial, Capacitação para Exportação e Venture Fórum”, explica Maria Luisa Machado Leal, diretora da ABDI.

A MinaSIC, localizada no Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (MG), desenvolve projetos de circuitos integrados e sistemas para os mais diversos setores, como o automotivo, de automação industrial e biomédico. O circuito integrado de aplicação específica MGT10000 foi desenvolvido para atender às linhas de sensores fotoelétricos da empresa Sense. O chip passará ainda por um período de testes nos laboratórios da MinasIC e deverá entrar em produção comercial em 2012.
A produção nacional de tecnologia digital é um passo inadiável. Com isso, reduziremos os custos de computadores, smartphones e, claro, tablets e eReaders. Se tivermos preços baixos desses equipamentos e preços dentro do razoável para os eBooks, há todo um mercado imenso a nos aguardar.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O livro no Brasil

Pedro Herz, dono da livraria Cultura, deu entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Nessa rápida conversa ele emitiu opiniões sobre vários temas: livro, eBook, Amazon, Google Books. Assista a entrevista e, abaixo, voltamos a conversar.


Pedro Herz declara que a vinda do Google Books e da Amazon ao Brasil é algo que ainda está "bastante cru". Diz ele que ninguém sabe ainda como será esse modelo.

O fato é que as duas gigantes não dão ponto sem nó. Com certeza elas sabem muito bem como será o modelo. A concorrência é que ainda não sabe. O fato é que a Amazon vende muito bem, tanto livros em papel como eBooks, e o modelo de negócios é bastante ágil. Falaremos mais dele neste blog.
Herz lembra que a vinda das duas empresas ao Brasil mostra que o livro não morreu. Sim, livros continuam vendendo bem, assim como livros digitais. Mas acho que ele se referiu, principalmente, ao livro em papel. No decorrer da entrevista percebe-se que ele não é simpático ao eBook, ou não acredita nele como negócio.

O dono da livraria Cultura menciona que a Amazon tem um sistema de remuneração do autor de maneira direta, e que isso no Brasil não poderá ser aplicado. Por que não? No Brasil, o autor terá que ser eternamente o que menos ganha com a obra? Não concordo. E acho que a melhor coisa que o formato eBook pode fazer é remunerar melhor o autor. A Amazon já faz isso ao incluir, em seu catálogo, autores independentes e pequenas editoras.

A Editora Sucesso tem um título (Agressividade Infantil) que é comercializado em formato eBook pela Amazon. De forma alguma a Amazon se arvorou em dona do livro. Ao contrário, as exigências dela são grandes no sentido de ter certeza de que nós, da Sucesso, temos todos os direitos sobre o livro para poder disponibilizá-lo no site da Amazon.
Os eReaders e tablets são caros? Bem, se pensarmos em termos de iPad e Galaxy Tab, são mesmo caros. Mas o Kindle, o eReader da Amazon, custa U$ 199,00. Existem, no mercado, tablets a partir de R$ 200,00. Sinceramente, a elite paulista precisa pensar para além dos muros com cerca elétrica do bairro do Morumbi ou dos prédios de luxo cercados de seguranças armados do bairro de Higienópolis.

Ainda não é possível ter uma grande vendagem de eBooks? Sim, é verdade. Mas será que isso não se deve à própria política ainda tímida das editoras, pequenas ou grandes?

O livro é caro no Brasil, é verdade. Mas esse preço alto não pode ser debitado a impostos, como no caso de outros produtos. Afinal, o papel usado para os livros é o chamado "papel imune", sobre o qual o ICM é zero. Além disso, como é possível que um livro em papel custe, digamos R$ 40,00, e o mesmo título, em formato digital, custe R$ 38,50? Com esses preços, é óbvio que os eBooks não venderão muito e, pior, serão pirateados. O preço de um eBook, na opinião deste blogueiro, deve ser, no máximo, de 20% do valor do mesmo título em papel. Então, se o livro em papel custa R$ 40,00, o eBook deveria custar, no máximo R$ 8,00. A Editora ganhará na quantidade.

Com a política absurda de preços de eBook nas livrarias brasileiras, as vendas continuarão mirradas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Futebol no iPad (e não é videogame)


Não é videogame. É transmissão de campeonato mesmo.


O blog Jogo de Negócios nos informa que, na Inglaterra, haverá uma disputa pela transmissão ao vivo dos jogos Premier League para as temporadas de 2013 a 2016. Até aí, nenhuma novidade, pois são naturais essas disputas, inclusive no Brasil. Por exemplo, as Olimpíadas de 2016 terão transmissão exclusiva pela Rede Record, que ganhou a concorrência.

Só que, neste caso, é bem diferente. É a Apple que está na briga pelos direitos de transmissão. Ou seja, é a internet concorrendo diretamente com a televisão. A empresa quer os direitos completos de transmissão, não só na Apple TV, mas também para Ipads e Iphones e quaisquer outros dispositivos que venham a ser criados pela Apple.

Não é de hoje que a audiência da televisão concorre com a internet. Quanto mais a audiência da web aumenta, tanto mais o número de telespectadores diminui. Mas no caso em pauta, trata-se de concorrência direta.

Com o aumento da velocidade da internet, a transmissão de eventos ao vivo não ficará nada a dever às televisões convencionais (?), em termos de qualidade de imagem e de som.

Como este blog tem repetido aqui, a internet é a mídia de todas as mídias. E para a internet que convergirão a televisão, o rádio, os jornais e revistas, os livros, os telefones e a música. Esse episódio envolvendo uma concorrência direta é apenas a ponta do iceberg.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Os navegadores


As notícias do final de 2011 são a de que o navegador Google Chrome ultrapassou o Mozilla Firefox. E que os dois juntos somam mais internautas do que o velho Internet Explorer. Para muitos, isso soa como algo ininteligível. "O que é Google Chrome? O que é Mozilla?", perguntam, admirados, aqueles que não têm o traquejo da internet, dos computadores, enfim, do mundo digital.

O que ocorre é que os iniciantes não conseguem distinguir certas coisas claramente. Para eles, aquela letra e azul é simplesmente sinônimo de internet. Não percebem que o Internet Explorer é apenas um entre muitos "browsers", ou seja, programas usados para entrar nos sites. No Brasil esses programas receberam o simpático nome de "navegadores".

O Internet Explorer não tem recebido, da Microsoft, um tratamento cuidadoso. O navegador perde em velocidade e recursos para os dois citados. E, além do mais, o Mozilla Firefox e o Chrome tem ótimas versões para o sistema Android, presente em boa parte dos tablets. Como o tablet é o dispositivo que mais tem crescido nas vendas, o Firefox e o Chrome crescem junto.

Não é intenção deste artigo falar das particularidades de cada um dos navegadores. Até porque essas características vão mudando rapidamente, e o texto ficaria desatualizado. Mas, já que citamos o termo "desatualizado", fica aqui um testemunho de como as coisas ocorrem nos dias de hoje: este texto começou a ser escrito com uma versão do Firefox e, dois minutos depois, continuou a ser elaborado numa nova versão, mais atualizada. É a rapidez da internet.

Há também outros navegadores igualmente bons. Por exemplo, o Safari, da Apple, que tem uma versão para Windows. Não podemos deixar de citar o famoso Opera, muito eficiente em termos de velocidade. E há também o simpático e compacto SeaMonkey, forjado na Fundação Mozilla, assim como o Firefox.

É preciso abrir a mente para outras possibilidades além daquelas que já conhecemos. Experimente um dos navegadores citados aqui. Use o Libre Office ou o Open Office, ao invés do Microsoft Office. Dessa forma ficamos mais livres, evitando a dependência em relação aos softwares de sempre.

Endereços para baixar os navegadores citados:


Firefox: http://br.mozdev.org/
Chrome: https://www.google.com/chrome/index.html
Opera: http://www.opera.com/
Safari: http://www.apple.com/br/safari/
SeaMonkey: http://www.seamonkey-project.org/


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Grupo Editorial Leya se despede de Portugal e migra para o Brasil


O Grupo Editorial Leya está deixando sua terra natal, Portugal. A decisão, obviamente, é resultado da gravíssima crise econômica que assola a Europa. Desemprego em alta, cortes de salários, recessão, empresas falindo. Há menos dinheiro para que o público português compre livros.

A Leya decidiu se transferir para o Brasil. Terá apenas 80 funcionários em Portugal e cerca de 700 no Brasil. Em Portugal, produzirá conteúdo digital, o qual pode ser vendido em todo o mundo com mais facilidade.

As decisões de negócios envolvem a frieza dos números. Portugal, que enfrenta forte desemprego, perderá mais estes postos de trabalho. O Brasil, cujo nível de emprego é o maior da década, ganhará postos de trabalho, diretos e indiretos, com a vinda da Leya.

Certamente o ano de 2012 será um dos melhores para o nosso país, com o nível de emprego crescendo e, portanto, mais dinheiro circulando na economia. Inclusive dinheiro para comprar livros e eBooks.

Devido a esse comportamento típico do capital, de sair de países em crise e aportar em regiões mais prósperas, o Brasil sairá ganhando. Esse comportamento é descrito no livro Marketing de Guerra, de Al Ries e Jack Trout (Editora McGraw-Hill). Os autores explicam que, na guerra, se houver uma frente de batalha que não avança, ou até recua, o General que estiver no comando corta o suprimento de combustível dessa frente e o remete para alguma outra que esteja avançando. Capitalismo é guerra. Assim, como resultado dessa lógica dura, o Brasil ganha mais uma editora.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A paixão dos brasileiros pela internet

Imagem: renjith krishnan / FreeDigitalPhotos.net
Nesta semana tivemos a confirmação de que, em 2011, o Brasil foi o país que mais cresceu em número de usuários do Facebook. Já estamos em quarto lugar no mundo.

O mesmo ocorreu com o Orkut. Criado pelo engenheiro Orkut Büyükkökten e sua equipe, o Orkut fez tanto sucesso que, em 2008, o Google transferiu a administração do Orkut para o Brasil, devido à quantidade de usuários brasileiros.

É neste enorme potencial que as editoras apostam ao lançar seus títulos em formato digital.

No entanto, para que este potencial se transforme em realidade no caixa das pequenas editoras, há que se acelerar o passo. Como já dissemos aqui, o eBook pode ser um caminho para que as pequenas editoras cheguem com mais força ao mercado, já que os custos de produção de um livro digital são bem menores do que os de um livro em papel.

Com o livro digital é possível reduzir o tempo entre a entrega do livro pelo autor e a finalização do trabalho da Editora, já que não se depende de uma gráfica.
A procura por eBooks está diretamente ligada à atração pela internet. O eBook é praticamente indissociável da web. Quanto mais familiriadade alguém tenha com a internet, tanto maior é a possibilidade de que essa pessoa se interesse em comprar um eBook. Aliás, já encontramos pessoas de todas as idades que dizem não ter mais paciência para ler em papel, que leem todos os livros em formato digital.

No entanto, como já afirmamos, o livro em papel não acabará. Pelo menos não nos próximos 50 anos. Uma coisa não exclui a outra. Tanto isso é verdade que, nos EUA, o país que ama novas tecnologias, está crescendo as vendas de discos de vinil (os LPs).

O ano de 2012 promete ser excelente para a economia brasileira. Terminamos 2011 com recorde de geração de empregos, recorde de vendas de automóveis e recorde de compras natalinas. O consumidor brasileiro está ávido por produtos de qualidade. Na área de eletrônicos, os tablets e eReaders (mais tablets do que eReaders) estão vendendo como água no deserto ao meio-dia (1). Que esses tablets sejam usados também para a leitura de bons livros.

_______________
 (1) Só para lembrar, aqui está o artigo no qual explicamos a diferença entre tablets e eReaders.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Publicar um livro


Ao andarmos por uma grande livraria, podemos imaginar: quanto trabalho está encerrado nestas prateleiras e displays! Cada página de cada livro custou trabalho para ser escrita, revisada, re-revisada, diagramada, corrigida, conferida, impressa, costurada, transportada e disposta nos mostruários.

Nos dias de hoje, o custo de publicar um livro caiu muito. E aqui falamos de custo humano e custo em dinheiro. Para começar, o material original não é mais entregue - salvo raras exceções - em papel, e sim num pendrive. Trabalho a menos. No passado, os "originais", como eram chamados, tinham que ser passados para a fotocomposição. Ou, mais remotamente, pela linotipia. Tudo muito penoso. Os que publicavam livros naquela época eram poucos. Havia que se ter recursos financeiros, prestígio junto aos editores e talento.

O talento continua necessário hoje. Não é fácil se destacar no mar de livros que povoa as livrarias. Mas não é mais necessário tanto dinheiro assim. Mesmo que o autor queira publicar seu livro de maneira independente, isto é, sem o selo de uma editora, ele encontrará um caminho relativamente fácil. Neste caso, da produção independente, a editora será apenas uma prestadora de serviços, mas a obra será produção do autor. O papel da editora se resumirá a:

- Revisão gramatical e ortográfica - para que o livro fique com uma linguagem impecável;

- Diagramação - Um livro tem que proporcionar uma experiência agradável de leitura. Isso é conseguido através de uma diagramação adequada.

- Capa - Para um autor independente, a capa do livro é uma de suas principais divulgações, já que ele, muitas vezes, não conta com a mídia ou com verba publicitária.

- ISBN - Muitos autores não sabem que mesmo um livro independente pode (e deve) ter seu ISBN e seu código de barras, o que facilita muito a abertura de pontos de venda.

E, claro, a impressão, que é a finalização de todo esse processo.

Então, prezado leitor, se você é um autor e tem o sonho de publicar seu livro, aproveite o bom momento da economia para fazê-lo.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tablets e android ganham força



Duas notícias interessantes para avaliarmos:

1) O portal imprensa informa que os tablets representam 40% do tráfego de internet que não vem de PC. Essa é uma notícia boa para os fabricantes de tablets, mas não tão boa para os fabricantes de smartphones. Embora existam muito mais proprietários de telefones móveis com acesso à internet, esse acesso é tão precário, ainda hoje, que os tablets estão tomando o lugar que poderia ficar com os smartphones, o lugar de plataforma portátil preferencial para web. Ponto para tablets e eReaders.

O sistema operacional que liderou a pesquisa foi o IOS, da Apple, com 60,6%. O Android ficou em segundo, com 19,6%.

2) A outra notícia é boa para os fabricantes de tablets e outros aparelhos com sistema Android. O cenário dos tablets virou a favor do Android no campo de batalha dos smartphones. São mais de 700 mil smartphones com sistema Android vendidos por dia no mundo. O Android está avançando muito mais que os outros sistemas operacionais, tanto em tablets como nos smartphones, como este blog já imaginava. Essa estatística coloca o Android em quase metade dos smartphones (46,3%), seguido da Apple com 28,1% e a RIM, em queda, com apenas 17,2%.

O Windows se mantém firme como sistema operacional mais utilizado nos PCs E, como já dissemos aqui, o PC não vai morrer, contrariando a torcida. Há coisas que só um PC de mesa faz. Não é possível substituir um caminhão de carga de 12 toneladas por um Fiat Doblô. Mas o Fiat faz coisas que o caminhão não faz, como entrar numa rua estreita.

No entanto, o Android, que é uma versão do Linux, tem uma força irresistível e será, em breve, o sistema principal dos tablets e smartphones.

A diferença é que o Windows é uma marca proprietária, feita por uma única empresa. Enquanto que o Android é um sistema colaborativo, embora administrado pelo Google.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Feliz 2012!!



Aos queridos leitores do eBook Soluções.

Estamos num pequeno recesso de final de ano. Voltaremos com muita energia em 2012.

A você, leitor, a você, leitora, desejamos

Feliz Ano Novo!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Tablets e eReaders


Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. Essa expressão bem brasileira deve ser usada quando falamos de eReaders e tablets. Até aqui, este site tem chamado os dois dispositivos de tablets, indistintamente. A partir de agora, vamos mudar isso, separando as denominações, para melhor esclarecimento do leitor.

O que é um tablet?
É um computador portátil, com pequena memória e pequena capacidade de processamento. Em compensação, é extremamente portátil (existe essa expressão?), ainda mais do que um notebook ou um netbook É leve, pequeno o suficiente para caber no bolso do paletó, mas grande o suficiente para permitir uma boa visualização de e-mails, sites e jogos. Tem tela de LED, ou seja, é uma tela de computador em miniatura.

O tablet é usado para jogar, acessar a internet, escrever textos, ver vídeos, etc. Não tem capacidade, no entanto, para uma planilha eletrônica mais pesada, ou para um editor de vídeos, só para citar dois exemplos do que ele NÃO pode fazer. Portanto, o tablet NÃO substitui um notebook, muito menos um PC.

O que é um eReader?

eReader é um tipo especial de tablet. Para falarmos dele, é significativo dizer o que ele NÃO faz:

- eReader não permite assistir vídeos
- eReader não roda jogos
- eReader não tem tem luz na tela
- eReader não mostra cores. A tela é em preto e branco

Falando assim, a garotada que é conectadíssima ao mundo digital logo reclama: "então, não dá pra fazer nada com esse tal de eReader". Na verdade, os eReaders foram feitos para honrar o nome que têm: leitores digitais. Eles foram feitos para ler livros. Sua tela sem luz é agradável como papel. Por não terem luz são mais leves.

Então essa é a diferença entre um tablet e um eReader. Como mostra a imagem acima, até a maneira de segurar acaba sendo diferente. Note-se como o eReader está sendo segurado como se fosse um livro. Repetimos: é possível, sim, ler livros no tablet, mas é mais agradável ler num eReader.

O eReader mais famoso é o Kindle, da poderosa Amazon. Como todos os seus concorrentes, a tela é de e-ink (tinta digital), ou seja, não mostra cores e não tem luz. O problema é quando se trata de um livro com imagens coloridas. Ou contendo vídeos e gráficos interativos, como o eBook do Al Gore, que mostramos aqui. E a tendência é, justamente, a de eBooks que contenham esses elementos que não podem ser aproveitados num eReader...

Mas, no momento, 95% dos eBooks têm apenas textos e uma ou outra imagem. Então, ainda há uma longa vida pela frente para os simpáticos e despojados eReaders.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

HP tenta pegar o bonde colaborativo

A HP, que até agora oferecia seus tablets com o sistema fechado webOS, exclusivo da empresa. Nesta semana, resolveu tornar o webOS um sistema opensource, isto é, de código aberto. Foi uma decisão tardia, agora que o sistema já está defasado. Melhor seria passar seus tablets para o sistema Android, que está se transformando no sistema universal para esses aparelhos.

Já mostramos aqui como o sistema Android, por ter se universalizado, permite que o usuário baixe, gratuitamente ou por preços bem módicos (na faixa de R$ 10,00), diversos aplicativos úteis. Fica então o vácuo para o webOS, pois a comunidade que administra e melhora o Android já conhece bem o sistema, enquanto o webOS é um estranho no ninho, desconhecido de programadores fora da HP. Haverá todo um caminho a percorrer, enquanto o Android já está lá na frente.

Até a poderosa Amazon, que tem seu sistema operacional exclusivo para o kindle, lançou o Kindle Fire, que usa o Android, embora numa versão disfarçada, envergonhada. Agora também a HP abre seu sistema, embora mantendo-o no formato webOS.

Este site aposta que, em um ano, a HP lançará tablets com o Android instalado. E a razão é simples: a internet é um espaço colaborativo, e não exclusivista. Cada vez mais, as pessoas querem que um tablet converse com o outro sem fronteiras.

O tablet caminha para se tornar um dos principais dispositivos digitais, além do PC (que continua firme e forte). Em tamanho menor, o tablet poderá até substituir os smartphones. A tendência de unificação do sistema operacional é irresistível.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Software da semana - Corel Draw

Andam dizendo por aí que o PC morreu, o que está longe de ser verdade. O PC é, mais do que nunca, necessário.

Da mesma forma, este autor já ouviu muito o prognóstico: "o Corel Draw acabou". O que também não tem o menor fundamento. Ainda não surgiu um software que faça o que o Corel Draw faz. O que se aproxima um pouco de competir com o Corel Draw é o Inkscape, programa de código aberto que abordaremos futuramente. Mas o Inkscape ainda precisa melhorar muito para chegar ao nível do Corel.

Não vamos aqui fazer um tutorial de CorelDraw. Mas damos apenas alguns exemplos do resultado, para que o leitor leigo tenha um vislumbre dessas capacidades:



Há inúmeras outras ferramentas que o CorelDraw reúne e que só ele reúne. O Corel Draw pode exportar os arquivos em formato vetorial svg, que é um formato vetorial. Isso dá mais nitidez às imagens e textos exportados. E o formato epub, que é hoje o formato universal para arquivos de eBook, aceita esse formato.

Portanto, o Corel Draw, além de ser muito útil para livros e revistas em papel, também tem uma grande aplicação em se tratando de eBooks.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A distãncia entre o eBook e o livro


O ambientalista estadunidense Al Gore acaba de lançar a continuação de seu livro Uma verdade inconveniente, que trata do aquecimento global. Este novo trabalho, denominado Our Choice (Nossa escolha), foi lançado em formato eBook.

Abaixo está a apresentação, em video, deste novo eBook. Realmente, parece que o eBook começa a se distanciar do livro, a largos passos. A enorme interatividade do eBook não é apenas para encantar o leitor, mas se encaixa perfeitamente na proposta de livro de informar e de permitir que o leitor compreenda bem o assunto.

Assista ao video. Depois voltamos a conversar:


Como vimos, trata-se de um outro conceito de eBook. Imagine-se o poder que isso tem para acelerar o aprendizado das crianças e jovens nas escolas. Imagine-se um eBook ficcional que utilize esses recursos.

É bem verdade que a incorporação de vídeo e som nos arquivos de eBook ainda é uma tecnologia em desenvolvimento. Essa demonstração foi de um eBook construído especificamente para os aparelhos da Apple. Mas isso é só uma questão de tempo. Inevitavelmente virá.

Claro, sempre haverá aqueles que preferem um livro (em papel ou digital) que tenha somente texto, e no qual as imagens ficarão por conta da imaginação do leitor. Também é válido, claro. Mas, mesmo para estes casos, o eBook tem vantagens sedutoras. Uma delas, só para citar, é o preço. Outra é a facilidade de carregar quantos eBooks quisermos na bolsa ou na mala, sem que isso signifique peso a mais.

Menos peso. Menos preço. Mesmo que os eBooks ainda não tenham, todos, os recursos apresentados neste vídeo, ainda assim eles estão destinados a conquistar amplas fatias do mercado editorial.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A profissionalização do escritor


Este blogueiro escreve, no mais das vezes, ouvindo uma rádio da internet que só toca trilhas sonoras. São 24 horas por dia, todos os dias, executando trilhas de filmes estadunidenses. Realmente, podemos ter as objeções que quisermos sobre os EUA, mas uma coisa temos que reconhecer: eles sabem ser profissionais. Imaginemos um músico que recebe a encomenda de uma trilha sonora. Ele não pode descumprir o prazo e depois dizer ao diretor do filme: "ah, sabe o que houve? Não me veio inspiração, por isso não vou poder cumprir o prazo contratual". Não existe essa opção. Imaginemos um diretor de cinema, que recebeu um prazo do produtor do filme. Ele tem uma produção a dirigir, incluindo atores, cenários, câmeras, iluminadores, criadores de efeitos especiais, músicos. E um prazo a cumprir para entregar ao produtor a sua obra. E ele, em geral, entrega a obra no prazo.

A cantora Gal Costa, numa entrevista, há muitos anos atrás, confessou que não canta em casa. Disse que, na verdade, não gosta de cantar. Que o faz profissionalmente. Para alguns pode ter sido um choque. Gostamos de imaginar o artista como alguém que ama o que faz. Mas tentemos imaginar uma cantora, um cantor, que já vem pela estrada há 20, 30 ou 40 anos. Alguns cantando as mesmas músicas. Ele ou ela só poderá seguir pelo profissionalismo, e não porque aquelas músicas ainda causem algum frisson, alguma emoção a mais.

O brasileiro é um sonhador. E isso é bom, desde que se trabalhe ativamente para transformar o sonho em realidade. Na área de livros, o que ocorre é que muitos autores iniciantes levam anos para escrever seus livros. E isso não é viável, nem para um iniciante, nem para um veterano.Não é viável economicamente, exceto se o autor tem outras fontes de renda. Então, não é um autor profissional, mas um autor eventual

Há coisas que levam anos para se completarem. Robert De Niro, com sua empresa Tribeca Productions, produziu um grandioso show em homenagem a Fred Mercury, que estreou em 2002. A preparação do show levou seis anos. De Niro justificou: "Esse é o tempo normal que esse tipo de coisa leva para ser feita". Só que, durante essa preparação, os produtores estavam investindo dinheiro e, portanto, De Niro, sua empresa e sua equipe estavam recebendo seus proventos mensais. Hoje, com a crise nos EUA, talvez já não fosse possível esse prazo de seis anos...

Se o escritor iniciante vive de outra coisa, então, como dissemos, ele não é escritor profissional. Não vive disso. E talvez não se importe se o seu livro vai vender muito ou pouco. Um profissional não pode se dar ao luxo de não se importar. Ele tem que se preocupar com a venda do livro, pois disso dependem seus ganhos.

Existem poucos escritores profissionais, no Brasil e no mundo. É uma questão a ser discutida. Mas o fato é que, num mundo capitalista, o artista tem duas escolhas: ser um amador que, como o próprio nome diz, ama o que faz, mas não ganha dinheiro com isso. Ou ser um profissional que se impõe prazos e metas, e consegue auferir seus proventos a partir de sua arte.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mais leitura, urgente!!


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Para que os livros em papel e os eBooks sejam produtos mais vendidos em nosso país, é preciso estimular o hábito da leitura. O Brasil melhorou nesse quesito nos últimos anos, mas ainda está longe de países vizinhos, que cultivam a leitura como um fator fundamental de Educação.

O baixo índice de leitura explica porque os alunos do ensino fundamental e médio vão tão mal nas provas de redação do ENEM. O estado de São Paulo, por exemplo, obteve uma das mais baixas notas nesse quesito.

A falta do hábito de leitura explica também porque vemos tantos erros de portugues em placas, cartazes e avisos. Todos podemos errar. Não somos perfeitos. Mas, além de um certo limite, o erro denota ausência de leitura.

Será que o Brasil se diferencia de seus vizinhos por se espelhar excessivamente nos EUA? Afinal, com todos os méritos que os EUA têm, trata-se de um país que tem baixíssimo índice de leitura e baixíssima qualidade na Educação básica pública.

A maioria dos tablets tem inúmeras funções, além da leitura de livros. E boa parte dos jovens entende os livros como uma obrigação, como algo que ele tem que "encarar" quando está na faculdade.

Os jovens que agora já estão em postos de trabalho e que se formaram na década passada já encontraram uma escola - seja pública ou particular - com qualidade bastante questionável. Por isso, não é surpresa vermos placas, avisos e menus de restaurantes com erros graves de português. Também por isso é comum que haja dificuldade de intelecção de textos nas empresas.

Recentemente, o MEC lançou a campanha pelo livro popular, Nós, que militamos na área de Ebooks e livros em papel, precisamos encontrar meios de estimular a leitura. Uma iniciativa que vai nesse sentido é o Programa do Livro Popular (PLP), lançado pelo Ministério da Cultura, que visa baratear o livro e facilitar o acesso a ele por parte das camadas mais pobres da população.

Ao abrir inscrições para editoras e revendedores, o PLP também estimula essas empresas a se conectar mais com os leitores da classe C. As obras devem ter preço máximo de R$ 10,00. Para as grandes editoras, cujos custos são maiores, não é fácil chegar a esse preço. As editoras pequenas, por seus custos menores, talvez levem vantagem.

O PLP é uma boa iniciativa, mas não pode ser a única. É mister que mudemos os paradigmas dos brasileiros em relação ao livro e à leitura.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Autossuficiência

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Ministros de Comunicação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) se reuniram para planejar a construção de uma banda larga para a região. A proposta da reunião foi do Brasil, apresentada durante o Fórum de Investimentos Brasil-Colômbia, ocorrido em agosto deste ano, em Bogotá.

Esse é um assunto importante para o Continente. Até hoje, grande parte das conexões que utilizamos passam pelos EUA. É uma situação insustentável, até mesmo do ponto de vista da defesa do país. As Forças Armadas, provavelmente por considerar que essa dependência nos torna vulneráveis em caso de algum conflito (que, esperemos, nunca ocorra). Tanto assim que o satélite brasileiro que a Telebras, em conjunto com a Embraer, a ser lançado no início de 2014, tem como uma de suas funções prioritárias a comunicação militar. Além, claro, de ser utilizado no PNBL - Plano Nacional de Banda Larga.

O fortalecimento da internet na América do Sul resulta em fortalecimento de tudo o que se relaciona a ela, como é o caso dos eBooks. Os tablets têm pequena capacidade de armazenagem. Boa parte de suas funções é executada "em nuvem", isto é, recorrendo a arquivos e programas que estão guardados no ciberespaço. 

O ciberespaço não é nenhuma dimensão etérea, mas sim um conjunto de grandes computadores, chamados servidores. Boa parte desses servidores gigantescos está, hoje, nos EUA. É nessas supermáquinas que está boa parte da memória da internet. Isso não é mais aceitável. É fundamental que o Brasil, assim como a América do Sul, assumam no mundo virtual a posição que já têm no mundo político-econômico. Foi-se o tempo em que éramos apenas um quintal dos EUA. Hoje o Continente Sul-Americano é uma das regiões que mais cresce no mundo. No Brasil, por exemplo, quase dobrou o número de smartphones em um ano.

Então, é necessário que um passo importante seja dado em relação à internet, para que possamos universalizar o acesso à web, a mídia de todas as mídias.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Brasil acelera

Imagem: jscreationzs / FreeDigitalPhotos.net

Segundo pesquisa do instituto GfK, a venda de smartphones cresceu bem acima da média mundial nos primeiros 6 meses de 2011. A média mundial já é alta: 69% em comparação com 2010. Pois o Brasil ultrapassou essa marca e bateu em 80%, ou seja, quase dobrou a venda desses aparelhos.

Não há muitas dúvidas de que o mesmo ocorrerá com relação aos tablets. O Brasil, o jovem brasileiro, está como que uma esponja pronta para absorver as novas tecnologias digitais. E aqui falamos do jovem de qualquer classe social.

Como já dissemos em outros artigos, há uma tendência de crescimento ainda maior dos tablets, já que o Governo Federal retirou vários impostos do produto ao classificá-lo como um computador (o que, de fato, ele é). Com isso, o preço se reduziu. E se reduzirá ainda mais com o estímulo à fabricação dos tablets em nosso país, inclusive o iPad. O detalhe impressionante é que o iPad será, PELA PRIMEIRA VEZ, fabricado num país ocidental. Então, esqueça aquele bordão usado no passado, "não compro nada feito na China, Tailândia ou Indonésia". O iPad é feito por lá. Agora será fabricado também no Brasil, por um acordo do Governo com a empresa FoxConn, de Taiwan.

Mas, voltando à aceleração brasileira, ela é o resultado de uma conjunção de fatores, entre eles a crise na Europa e nos EUA. É natural que as empresas multinacionais queiram investir num país - e num Continente - que está navegando bem na tempestade. Toda empresa pensa em investir num mercado promissor "antes que meu concorrente faça isso". Então, passa a ser uma corrida pelos mercados. Ganha mais quem chegar primeiro.