quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Publicar um livro


Ao andarmos por uma grande livraria, podemos imaginar: quanto trabalho está encerrado nestas prateleiras e displays! Cada página de cada livro custou trabalho para ser escrita, revisada, re-revisada, diagramada, corrigida, conferida, impressa, costurada, transportada e disposta nos mostruários.

Nos dias de hoje, o custo de publicar um livro caiu muito. E aqui falamos de custo humano e custo em dinheiro. Para começar, o material original não é mais entregue - salvo raras exceções - em papel, e sim num pendrive. Trabalho a menos. No passado, os "originais", como eram chamados, tinham que ser passados para a fotocomposição. Ou, mais remotamente, pela linotipia. Tudo muito penoso. Os que publicavam livros naquela época eram poucos. Havia que se ter recursos financeiros, prestígio junto aos editores e talento.

O talento continua necessário hoje. Não é fácil se destacar no mar de livros que povoa as livrarias. Mas não é mais necessário tanto dinheiro assim. Mesmo que o autor queira publicar seu livro de maneira independente, isto é, sem o selo de uma editora, ele encontrará um caminho relativamente fácil. Neste caso, da produção independente, a editora será apenas uma prestadora de serviços, mas a obra será produção do autor. O papel da editora se resumirá a:

- Revisão gramatical e ortográfica - para que o livro fique com uma linguagem impecável;

- Diagramação - Um livro tem que proporcionar uma experiência agradável de leitura. Isso é conseguido através de uma diagramação adequada.

- Capa - Para um autor independente, a capa do livro é uma de suas principais divulgações, já que ele, muitas vezes, não conta com a mídia ou com verba publicitária.

- ISBN - Muitos autores não sabem que mesmo um livro independente pode (e deve) ter seu ISBN e seu código de barras, o que facilita muito a abertura de pontos de venda.

E, claro, a impressão, que é a finalização de todo esse processo.

Então, prezado leitor, se você é um autor e tem o sonho de publicar seu livro, aproveite o bom momento da economia para fazê-lo.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Tablets e android ganham força



Duas notícias interessantes para avaliarmos:

1) O portal imprensa informa que os tablets representam 40% do tráfego de internet que não vem de PC. Essa é uma notícia boa para os fabricantes de tablets, mas não tão boa para os fabricantes de smartphones. Embora existam muito mais proprietários de telefones móveis com acesso à internet, esse acesso é tão precário, ainda hoje, que os tablets estão tomando o lugar que poderia ficar com os smartphones, o lugar de plataforma portátil preferencial para web. Ponto para tablets e eReaders.

O sistema operacional que liderou a pesquisa foi o IOS, da Apple, com 60,6%. O Android ficou em segundo, com 19,6%.

2) A outra notícia é boa para os fabricantes de tablets e outros aparelhos com sistema Android. O cenário dos tablets virou a favor do Android no campo de batalha dos smartphones. São mais de 700 mil smartphones com sistema Android vendidos por dia no mundo. O Android está avançando muito mais que os outros sistemas operacionais, tanto em tablets como nos smartphones, como este blog já imaginava. Essa estatística coloca o Android em quase metade dos smartphones (46,3%), seguido da Apple com 28,1% e a RIM, em queda, com apenas 17,2%.

O Windows se mantém firme como sistema operacional mais utilizado nos PCs E, como já dissemos aqui, o PC não vai morrer, contrariando a torcida. Há coisas que só um PC de mesa faz. Não é possível substituir um caminhão de carga de 12 toneladas por um Fiat Doblô. Mas o Fiat faz coisas que o caminhão não faz, como entrar numa rua estreita.

No entanto, o Android, que é uma versão do Linux, tem uma força irresistível e será, em breve, o sistema principal dos tablets e smartphones.

A diferença é que o Windows é uma marca proprietária, feita por uma única empresa. Enquanto que o Android é um sistema colaborativo, embora administrado pelo Google.