terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que é mais ecológico, livro ou eBook?

À primeira vista, temos a impressão de que a resposta é fácil: "Claro que o eBook é mais ecológico, pois não utiliza papel". Mas não é bem assim. Vejamos como encarar a questão:

No passado, quando o hábito de ler livros se popularizou e cresceu - começo do século 20 - realmente houve uma enorme destruição de árvores para que elas se transformassem em polpa de celulose e depois em papel. Hoje já não é assim: as árvores usadas para a produção de papel são plantadas em enormes fazendas. São eucaliptos, em geral, de variedades genéticas próprias.

O fato dos eucaliptos serem cultivados faz toda a diferença pois, com isso, o livro está contribuindo para retirar carbono da atmosfera através do crescimento das árvores. Elas crescem limpando o ar. Depois são transformadas em livros, os quais guardam esse carbono em suas páginas. Livros raramente são destruídos. Poucos os jogam na lata de lixo. Então, esse carbono retirado da atmosfera e convertido em páginas de livro é um carbono que fica fora de circulação enquanto durar o livro. E essa duração é longa, por vezes muitas décadas. Ponto para o livro no placar da sustentabilidade.

Por outro lado, temos que reconhecer que, com o aumento da população e da escolaridade dessa população, o crescimento do número de leitores voltou a ocorrer, principalmente nos países chamados "emergentes. E o eBook veio, então, para salvar áreas de floresta que poderiam ser derrubadas para atender ao consumo desses novos leitores.

Naturalmente, a produção do livro em papel, assim como do tablet, tem um custo ambiental. São máquinas e matérias-primas mobilizadas em ambos os casos. Mas a verdade é que os tablets estão cada vez mais finos, cada vez eles utilizam menos material. Isso ocorre não porque os fabricantes tenham preocupação ambiental. Não tenhamos ilusões sobre isso. A redução do peso dos tablets é imperiosa para a agradar ao público e também devido à redução do preço.

Quando um fabricante consegue reduzir o peso de seu tablet em, digamos 90 g, os concorrentes lutam para promover uma redução ainda maior.

Em um tablet podem caber milhares de livros. Nesse sentido, ele é bem mais ecológico.

Este artigo não tem a pretensão de encerrar a questão. Para isso, precisaríamos de dados aprofundados sobre origem do plástico, metal e resinas que cada tablet possui em seus componentes. Precisaríamos de cálculos complexos. Digamos que, por hora, identificamos pontos positivos de sustentabilidade, tanto no tablet como no livro em papel.


domingo, 27 de novembro de 2011

Sistema DLNA - o caminho da parceria


Este site é mantido por entusiastas da parceria e dos empreendimentos colaborativos. O ser humano é gregário. É com a participação de todos que as coisas evoluem mais. Por exemplo, já abordamos aqui o Sistema Android, que está em 90% dos tablets no mundo e que é desenvolvido por um conselho mundial, o qual inclui empresas e fundações  O Android está se tornando o sistema operacional universal para tablets.

Neste artigo falaremos do sistema DLNA, que vai muito além dos tablets. Ele não é um sistema operacional, mas sim um sistema de compatibilidade universal. Ou seja, com o DLNA sua televisão vai poder se conectar facilmente com o pen-drive, seu tablet com o celular (para navegar na internet, por exemplo), seu GPS com o computador. Não importa a marca dos produtos, sua procedência, sua tecnologia interna. Se os dois têm o sistema DLNA, eles podem conversar. É mais ou menos como um egípcio conversando com um argentino, em inglês. Se os dois falam inglês, este é, para eles, o canal idiomático de comunicação. Assim é o DLNA.

DLNA é a sigla para Digital Living Network Alliance, Boa palavra essa, aliança. Esse consórcio, do qual fazem parte grandes empresas de tecnologia de vários países.

Então, imagine como nossa vida será facilitada quando todos os nossos aparelhos eletrônicos tiverem esse canal de comunicação. Imaginemos a cena:

Você tem uma antiga foto em papel, e quer mandar para um parente. Ao invés de tirar uma foto da foto - o que faria a imagem perder qualidade - você simplesmente conecta seu smartphone com o scanner (conexão sem fio). Escaneia a foto com boa definição e ela já é salva no telefone, facilitando o envio para quem você quiser. Não é preciso nem ligar o computador.

Outra hipótese:

Você quer imprimir um documento digitado no seu tablet, talvez para assiná-lo e regsitrá-lo em cartório - por enquanto isso ainda é necessário - e, assim, ter um comprovante de segurança. Mande diretamente do tablet para a impressora. Simples assim, com o sistema DLNA
Isso, de certa forma, obriga as empresas de tecnologia a adotarem o DLNA em seus equipamentos. Afinal de contas, quem quer ficar excluído de um sistema como esse? As empresas sabem que o consumidor, num futuro próximo, estará cada vez mais atento a isso: muitos dirão: "se não tiver DLNA, não vale a pena comprar". Então, pensam as empresas, melhor adotar agora do que ter que correr depois.

Essas considerações nos levam a voltar os olhos para uma das poucos empresas que querem ficar isoladas: a Apple. A pressão sobre a maçã mordida será enorme. Ficarão os produtos Apple segregados num apertado nicho, fora do DLNA, enquanto lá dentro, no salão amplo, estará acontecendo a maior festa?
 

O site oficial do sistema DLNA é este.